A Prefeitura de Salesópolis tem intensificado as articulações para resolver de forma definitiva a disputa histórica de divisa territorial com o município vizinho de Biritiba Mirim. O movimento ganhou novo fôlego com a sanção da Lei Complementar federal nº 230, de 15 de abril de 2026, que regulamenta, pela primeira vez no país, o processo de desmembramento de áreas entre municípios limítrofes.
A área reivindicada vai até a divisa do pesqueiro Santa Clara e abrange pontos como a Barragem de Ponte Nova e a tradicional Colônia Japonesa, presente na região há 81 anos. Segundo o prefeito Rodolfo Marcondes (PODE), a nova legislação permite “dar um basta e um fim” na questão.
“Essa área sempre foi pertencente a Salesópolis. Aqui já tivemos prefeito e vereador eleitos, e a Escola Estadual Elisiário leva o nome de um vereador salesopolense”, afirmou.
Marcondes destacou que a prefeitura já atende a região com coleta de lixo, manutenção de estradas, transporte escolar e atendimento de saúde, e que escrituras, inscrições rurais e prefixos telefônicos da área são vinculados a Salesópolis.
“Essa lei complementar possibilita ratificar o que sempre foi nosso por direito”, disse, citando reunião recente com um dos autores da lei e o apoio dos vereadores e do vice-prefeito Sergio Donizete de Almeida (União), o Galo, no encaminhamento do pleito junto aos deputados.
Antes mesmo de levar o tema às instâncias estaduais, o prefeito tomou a iniciativa de ir pessoalmente até a Colônia Japonesa para dialogar diretamente com a comunidade e antecipar qualquer dúvida sobre o processo. Na visita, foi recebido pelo presidente da Associação Cultural Esporte Alvor, Gervásio Warikoda, que reforçou o vínculo histórico do grupo com o município.
“A colônia japonesa, desde a fundação, faz 81 anos neste ano. A escritura do prédio pertence a Salesópolis, está registrada na comarca de Santa Branca”, afirmou. “Aqui todo mundo se sente salesopolense”, concluiu.
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