sábado, 27 jun, 2026

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Peralta Ambiental atende quase um milhão de moradores em Mogi e Itaquá

Com cerca de 960 colaboradores, empresa realiza coleta de lixo e serviços de limpeza urbana em Itaquá e Mogi
Felipe Alves

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Quase um milhão de moradores de Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba dependem diariamente de um serviço que raramente recebe atenção da população: a limpeza urbana. Todos os dias, toneladas de resíduos são retiradas das ruas, transportadas e destinadas corretamente para evitar problemas ambientais e de saúde pública.

Por trás dessa operação está a Peralta Ambiental, responsável pelos serviços de coleta e limpeza urbana nos dois municípios. Juntas, as unidades de Mogi e Itaquá empregam cerca de 960 colaboradores e mantêm uma estrutura que vai muito além dos caminhões de lixo.

Em Mogi, a empresa conta com aproximadamente 610 colaboradores. Em Itaquá, são outros 350 profissionais. Entre eles estão cerca de 170 coletores de lixo, sendo 110 em Mogi e 60 em Itaquá, que atuam em equipes distribuídas entre os períodos diurno e noturno para garantir que a coleta chegue a todos os bairros.

A empresa também realiza os serviços de varrição manual e mecanizada, limpeza de feiras livres, remoção de entulho, capinação e raspagem de guias e sarjetas, atividades fundamentais para a manutenção dos espaços públicos.

Para o gerente André Simãozinho, o principal diferencial da empresa está nas pessoas que fazem a operação acontecer diariamente.

“O colaborador aqui dentro não é só mais um número. A gente tem uma questão de cuidar do nosso colaborador, de estar ali, de apoiar o que ele precisar.”

Segundo ele, esse cuidado passa por treinamentos mensais de segurança do trabalho, com orientações sobre os riscos da atividade, além de reciclagens realizadas em parceria com fornecedores.

Outro investimento da empresa é o atendimento psicológico semanal oferecido aos trabalhadores. O serviço foi implantado há mais de um ano, antes mesmo da entrada em vigor da norma regulamentadora sobre riscos psicossociais.

“O trabalhador tem a sua vida pessoal, às vezes tem um problema, e isso acaba impactando em como ele vem para a empresa. E a maioria deles está na rua, é um serviço de risco. Se o ‘cara’ não estiver bem de cabeça ali, aumenta realmente o risco”, afirmou o gerente da Peralta.

A dimensão da operação ajuda a entender a importância do serviço para a população. Sem a coleta diária e os demais serviços de limpeza urbana, toneladas de resíduos se acumulariam rapidamente pelas ruas de Mogi e Itaquá, gerando impactos diretos na saúde pública, no meio ambiente e na rotina dos moradores.

“Não é simplesmente trocar uma empresa e colocar outra para funcionar do dia para a noite. Existe toda uma logística, um conhecimento da cidade, das rotas e das equipes. Se isso não for bem planejado, o impacto é sentido diretamente pela população”, explicou Simãozinho.

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