Como sugere C. S. Lewis em “Cartas de um Diabo a seu Aprendiz”, pequenos erros podem levar a grandes consequências, inclusive à falência.
Embora pareça contraditório, destruir um negócio pode ser tão trabalhoso quanto construí-lo. Basta acumular pequenas decisões equivocadas até que a situação se torne insustentável.
Há empresários que, ao demitirem um funcionário, transformam a rescisão em um problema. Em vez de buscar uma solução adequada, deixam que o trabalhador procure a Justiça. E ele vai. Some-se a isso os conflitos com clientes, os desentendimentos com fornecedores e os contratos mal administrados. Aos poucos, a empresa transforma suas relações comerciais em uma sucessão de disputas judiciais.
O problema não está em enfrentar uma ação judicial, algo que pode acontecer até com empresas bem administradas. O perigo está em criar um ambiente no qual os conflitos se tornam recorrentes e passam a consumir recursos, tempo e energia.
>> Entre no nosso canal do WhatsApp – clique aqui
Imagine uma empresa que fatura R$ 200 mil por mês. Seu faturamento, entretanto, não representa seu lucro. Desse valor, é preciso pagar salários, impostos, fornecedores, aluguel e todas as demais despesas operacionais. Se uma condenação trabalhista comprometer seu caixa, a empresa precisará encontrar recursos adicionais. Se, na sequência, surgir uma ação indenizatória, a pressão financeira aumentará ainda mais.
Não se trata simplesmente de faturar duas vezes mais, porque surgiram dois processos. Trata-se de compreender que cada passivo inesperado reduz a margem de segurança do negócio e aumenta a necessidade de geração de caixa. Quando as obrigações se acumulam, até uma empresa com vendas razoáveis pode perder a capacidade de honrar seus compromissos.
Mas há outras maneiras de conduzir um negócio ao fracasso. Uma delas é abandonar o planejamento. O empresário que toma decisões sempre em cima da hora, vive apagando incêndios. Contrata sem avaliar a necessidade, assume compromissos sem projetar o fluxo de caixa e só percebe os problemas quando as contas vencem. Também ajuda bastante misturar as finanças pessoais com as empresariais, ignorar indicadores, deixar de acompanhar os contratos e adiar decisões difíceis.
A gestão empresarial exige justamente o contrário: planejamento, controle financeiro, cumprimento das obrigações, prevenção de conflitos e decisões fundamentadas em informações confiáveis.