O Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga) divulgou os dados de mortes no trânsito do mês de junho e, com isso, no primeiro semestre de 2026, a região do Alto Tietê registrou 86 óbitos em suas ruas e estradas. O número é estável, já que no mesmo período de 2025 houve 85 mortes.
Perfil das vítimas
A moto é o veículo com maior risco de óbito na região: 51% (44 óbitos) das mortes registradas são de motociclistas, seguidos por pedestres, com 20 (23%); ocupantes de automóvel, com 15 (17%); e ciclistas, com 6 (7%).
Outro ponto que chama a atenção é o sexo das vítimas: das 86 mortes, 68 foram de homens, ou seja, 79%.
Os meses de março e abril tiveram destaque pela maior incidência de casos, sendo 20 em março e 19 em abril — juntos, os dois meses representam 45% de todo o semestre.
Quanto ao local dos acidentes, 53% das mortes ocorrem em vias urbanas (46) contra 40% em estradas e rodovias (34) — maioria dos óbitos acontece dentro das cidades, e não nas rodovias regionais.
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Cidades
Mogi das Cruzes é a cidade com mais casos: foram 28 óbitos no primeiro semestre, seguida por Itaquaquecetuba (16), Suzano (12), Arujá (10), Ferraz de Vasconcelos (5), Santa Isabel (5), Biritiba Mirim (4), Guararema (4), Salesópolis (1) e Poá (1).
Em números absolutos, Mogi lidera por ser a cidade mais populosa da região. Mas quando os óbitos são calculados proporcionalmente à população, o cenário muda: Biritiba Mirim, Guararema e Arujá registram as maiores taxas de mortes por habitante do Alto Tietê — sinal de que o risco no trânsito não está concentrado apenas nos grandes munícipios.
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