Depois de anos de reivindicações, motoboys e motogirls de Mogi das Cruzes passaram a contar com um espaço próprio de apoio durante a jornada de trabalho. A Prefeitura inaugurou, nesta sexta-feira (4), o primeiro Pit Stop da cidade, no Parque Botyra. O equipamento recebeu investimento de R$ 500 mil, por meio de contrapartida da empresa Atlântica.
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O espaço conta com estacionamento para 50 motos, área de descanso com bancos, bebedouro, TV, tomadas para carregamento de celulares e nichos para bags, além de copa para refeições rápidas, banheiros, e área coberta para calibragem de pneus.
Durante a entrega, a prefeita Mara Bertaiolli destacou que a iniciativa nasceu do diálogo com a categoria.
“Mais um presente para os nossos entregadores, que necessitavam de um espaço de acolhimento, de descanso e de descompressão. Quando um propósito sai do papel, é uma das melhores sensações para uma gestão”, afirmou.
Para Jonas Édson, o Jonas Meu Bom, presidente do Projeto Primeiro Abraço, motoboy e ativista da categoria há 14 anos, a inauguração representa uma conquista histórica.
“Hoje o motoboy recebe aqui dignidade e respeito. Motoboy não tem lugar para comer, come no asfalto, na chuva, não tem lugar para refúgio. Esse local será um local de respeito”, disse.
A motogirl Andreia também lembrou das dificuldades enfrentadas nas ruas. “Para ir ao banheiro, eu tenho que ir em alguma loja. Para comer, tem gente que para no shopping, tem gente que para na rua. Era uma necessidade”, contou. Para ela, a entrega concretiza algo que parecia distante. “Isso aqui é um sonho. Uma realidade que a gente achava que iria demorar bastante ou nem iria acontecer.”
O motoboy e diretor do Projeto Primeiro Abraço, Felipe Guimarães, destacou que o espaço também oferece proteção em dias de condições climáticas adversas.
“No dia de sol, não vamos precisar procurar uma árvore. No dia de chuva, não vamos precisar nos esconder embaixo de um telhadinho. É um local de refúgio para o motoboy.”
Emocionado, Felipe resumiu a conquista como o início de uma nova etapa. “A gente já vem há 10 anos sofrendo na rua, sem um local adequado para tomar uma água ou se proteger. Hoje eu não consigo explicar o tamanho da nossa felicidade. É mais do que um sonho”, afirmou.