A terra do caqui, das Helenas, dos Ravis e das Maites já foi terra de Marias Eduardas, Claras e Arthurs. Passados 15 anos, não mudam apenas os nomes preferidos de uma cidade, mas tudo à sua volta.
No dia 1º de setembro deste ano, Mogi das Cruzes completa 466 anos de história, e a GAZETA preparou um levantamento que mostra a evolução da cidade em diversos setores na última década e meia.
Mogi cresceu. Em 2010, eram 387.779 mogianos; hoje, são 470.302, 82 mil pessoas a mais habitando os mesmos 712,532 km² de sempre, o que deixou a cidade mais densa, saltando de 544 para 660 habitantes por quilômetro quadrado.
A cidade também tem se mostrado mais segura, ao menos nos números que medem violência e patrimônio. Os homicídios dolosos caíram 42% no período, e os roubos, 35%, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado. Só os furtos foram na contramão, subindo 23%.
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Na economia, o Produto Interno Bruto (PIB) mogiano mais que dobrou, saltando de R$ 9,4 bilhões para R$ 26 bilhões, um crescimento que reflete a inflação do período, e veio acompanhado de mais empresas de portas abertas: de 11 mil para 15 mil unidades locais. Depois da pandemia, o mercado de trabalho também se recompôs: o estoque de empregos formais cresceu quase 24% desde 2020.
Nas salas de aula, o Ideb da rede municipal subiu, saindo de 5,6 para 6,4 nos anos iniciais, de 5,0 para 5,9 nos anos finais, embora o melhor resultado da década ainda seja de 2019, patamar que a cidade não recuperou depois da pandemia. Na saúde, a mortalidade infantil oscilou: caiu até 2019, subiu de novo, e fechou 2025 em 11,18 óbitos a cada mil nascidos vivos.
Já nas contas públicas, Mogi vive seu melhor momento da série: depois de anos alternando entre as notas C e D, o município conquistou em 2025, já sob gestão da prefeita Mara Bertaiolli (PL), a nota B no Ranking de Qualidade Fiscal do Tesouro Nacional, sua melhor posição histórica.
E, se os nomes mudaram, os afetos, não: em 2026, até 27 de agosto, Mogi já registrou 3.389 nascimentos e 1.674 casamentos. Sinal de que, aos 466 anos, a cidade tem muito o que crescer, sonhar e viver.