sábado, 05 set, 2026

Após décadas de espera, obras da nova Ponte da Volta Fria começam em Mogi

Com investimento de R$ 28 milhões e prazo de 12 meses, nova estrutura atende reivindicação de décadas dos moradores da região
Eduarda Martins

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Após mais de quatro décadas de reivindicações dos moradores, a construção da nova Ponte da Volta Fria começou a sair do papel em Mogi das Cruzes. A prefeita Mara Bertaiolli (PL) acompanhou, na última quinta-feira (3), o início dos trabalhos. A obra será executada pelo Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com investimento estimado total de R$ 28 milhões e prazo de execução de 12 meses.

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O projeto prevê a construção de uma nova ponte, implantação de rotatória e, posteriormente, a demolição da estrutura existente, onde atualmente a passagem permite a circulação de apenas um veículo por vez.

A intervenção é resultado de convênio firmado entre o município e o Estado. Mara destacou que a parceria entre as diferentes esferas de governo foi fundamental para viabilizar uma demanda antiga da região.

“Se uma gestão não tem diálogo com o governo estadual, com o governo federal, grandes obras não acontecem. O diálogo permaneceu e, quando se trabalha com seriedade, as coisas acontecem e quem ganha é a população”, afirmou.

A nova estrutura também deve ampliar a importância da Estrada da Volta Fria para a mobilidade. A via liga a Perimetral à avenida Guilherme George, em Jundiapeba, e integra um corredor que contribui como alternativa para o trânsito da região oeste. Em 2023, 11,66 quilômetros da estrada foram pavimentados pelo Estado, com investimento de R$ 23 milhões.

ESPERA DE DÉCADAS

Para os moradores, o início da obra carrega também um significado histórico. A aposentada e líder comunitária Lucia Loureiro, que há mais de 50 anos reivindica melhorias para a região, se emocionou ao acompanhar o início dos trabalhos. a

“Estou me sentindo realizada. Não foi à toa que eu andei a pé daqui para Jundiapeba, que fiquei dias inteiros na Prefeitura esperando ser atendida. Estou vendo o resultado de tudo que plantei”, contou. Para Lucia, a nova estrutura representa principalmente mais segurança para as crianças e famílias da Volta Fria. “Agora vão ter uma segurança maior, de saber que a população agora vai ser não vai ser mais chamada de morto de fome da Volta Fria” concluiu Lucia.

Morador da região há 40 anos, o aposentado Carlos Donizete de Camargo também relembrou as dificuldades enfrentadas. “A primeira ponte fomos nós que fizemos aqui. Nós atravessávamos de cavalo e agora finalmente essa obra vai sair do papel”, afirmou.

Já o comerciante Rodrigo Geovane Calveti definiu o momento como um “alívio” após décadas de espera. Segundo ele, moradores já enfrentaram dificuldades de transporte e deslocamento pela região. “Vai ficar muito bom. É uma sensação de conforto que traz para os moradores”, concluiu.

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