segunda-feira, 25 maio, 2026

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Sete em cada dez mortes no trânsito no Alto Tietê envolvem motociclistas

As estatísticas também revelam que a maioria das vítimas era do sexo masculino, representando 90% dos casos
Eduarda Martins

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Sete em cada dez mortes registradas no trânsito do Alto Tietê em abril deste ano envolveram motociclistas. Os dados do Infosiga, sistema do Governo do Estado de São Paulo, mostram que, dos 20 óbitos contabilizados na região no período, 14 ocorreram em acidentes com motos, reforçando o alerta sobre a vulnerabilidade dos condutores e passageiros desse tipo de veículo.

As estatísticas também revelam que a maioria das vítimas era do sexo masculino, representando 90% dos casos. Acidentes envolvendo automóveis e atropelamentos de pedestres resultaram em três mortes cada. Em relação à dinâmica dos acidentes, oito ocorrências fatais foram classificadas como colisões, três como atropelamentos e duas como choques. Um caso foi registrado na categoria “outros”.

O cenário chama atenção em meio à campanha Maio Amarelo, que busca conscientizar motoristas, motociclistas e pedestres sobre a importância da segurança viária. Paralelamente ao grande número de mortes envolvendo motos, o Alto Tietê também registrou dezenas de autuações por manobras perigosas conhecidas popularmente como “dar grau”.

Levantamento encaminhado pelo Detran-SP à GAZETA aponta que, entre janeiro e abril de 2026, foram aplicadas cem multas a motociclistas flagrados realizando malabarismos ou equilibrando-se sobre apenas uma roda nas cidades da região.

Mogi das Cruzes lidera o ranking, com 26 autuações, seguida por Suzano (18), Itaquaquecetuba (16), Ferraz de Vasconcelos (13) e Arujá (12). Também aparecem Santa Isabel (7), Poá (3), Biritiba Mirim (2), Guararema (2) e Salesópolis (1).

Segundo o Detran-SP, a prática é considerada infração gravíssima, prevista no artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade inclui sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multa de R$ 293,47, suspensão do direito de dirigir e recolhimento do veículo.

Os dados do Infosiga mostram ainda que, apesar do elevado número de mortes envolvendo motociclistas, o Alto Tietê registrou redução de 13,4% nos óbitos no trânsito em abril. Foram 20 mortes neste período, contra 23 registradas no mesmo mês de 2025. Entre os municípios com maior redução estão Arujá e Suzano, ambos com queda de 66% nos registros fatais.

Já Mogi das Cruzes apresentou o maior número absoluto de mortes da região, com dez ocorrências, seguida por Itaquaquecetuba, com quatro. Santa Isabel também apresentou crescimento, passando de uma para duas mortes. Biritiba Mirim e Salesópolis mantiveram estabilidade, com um óbito registrado em cada período analisado.

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