sexta-feira, 04 set, 2026

Polícia prende 13 suspeitos em fábrica clandestina da We Pink em Itaquá

Local possuía estrutura com máquinas e insumos utilizados na produção; mercadorias seriam comercializadas pelas redes sociais e na região central da capital
Da Redação

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A Polícia Civil descobriu na quarta-feira (2) uma fábrica clandestina de cosméticos falsificados, da marca We Pink, no bairro Jardim Mônica, em Itaquaquecetuba. O imóvel contava com uma ampla estrutura para a produção das mercadorias, incluindo maquinários, insumos e outros equipamentos utilizados no processo. Ao todo, 13 pessoas foram presas em flagrante, sendo sete homens e seis mulheres.

A ação foi realizada por policiais da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), que cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Um homem apontado como proprietário do imóvel e responsável pela coordenação da linha de produção também será investigado.

No momento da operação, os suspeitos foram flagrados durante a fabricação dos produtos. No local, foram apreendidas 14 máquinas, entre elas equipamentos usados para encher e rosquear frascos, além de esteiras transportadoras e seis reservatórios industriais com capacidade para mil litros de substâncias. Também foram encontrados mais de 30 baldes contendo 20 litros de essência cada, materiais de papelão utilizados na confecção de caixas, embalagens e tampas.

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Os policiais ainda localizaram 230 caixas de produtos já prontos para a comercialização, cada uma contendo 48 unidades de perfumes e body splashes. Um veículo e 15 celulares também foram recolhidos durante a ação.

Entre os presos, cinco já haviam sido detidos em 10 de junho por envolvimento na falsificação de cosméticos em outra fábrica clandestina, localizada no Jardim Napoli, também em Itaquá. Na ocasião, eles foram posteriormente colocados em liberdade.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia Seccional do Centro como associação criminosa, falsificação e adulteração de produtos terapêuticos e medicinais, além de localização e apreensão de veículo. A autoridade policial solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante em preventivas.

Produtos seriam vendidos pelas redes sociais e na região central de São Paulo

As investigações começaram depois que uma empresa responsável pela marca dos produtos apresentou uma notícia-crime à Polícia Civil. Segundo a denúncia, cosméticos falsificados estavam sendo comercializados tanto pelas redes sociais quanto presencialmente na região central da capital.

A partir das informações recebidas, os policiais realizaram diligências em estabelecimentos comerciais no centro de São Paulo. Abordagens e apreensões de mercadorias ajudaram a identificar a existência de uma estrutura organizada para a fabricação e distribuição dos produtos falsificados.

Com o avanço das apurações, que incluíram trabalho de campo, monitoramento e análise de comprovantes de transferências bancárias, os investigadores conseguiram identificar os envolvidos e mapear a atuação do grupo.

As informações reunidas durante a investigação subsidiaram o pedido de busca e apreensão, posteriormente autorizado pela Justiça. O cumprimento da ordem, na quarta-feira, resultou na localização da fábrica clandestina e na prisão dos 13 suspeitos.

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