O feriado prolongado de 9 de julho deve movimentar entre R$ 2,45 bilhões e R$ 2,60 bilhões nos setores de alojamento e alimentação fora do lar em todo o estado de São Paulo. A projeção é da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), entidade que representa mais de 500 mil estabelecimentos e 24 sindicatos patronais.
Os quatro dias de folga, de quinta-feira (9) a domingo (12), coincidem com as férias escolares e devem intensificar as viagens ao litoral, ao interior e a estâncias turísticas, com impacto sobre o consumo em bares, restaurantes, hotéis e serviços ligados ao turismo e ao lazer.
A estimativa foi elaborada pelo Núcleo de Pesquisas e Estatísticas da Fhoresp, coordenado pelo economista Luís Carlos Burbano, com base em dados do setor de serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e no histórico de consumo em feriados prolongados anteriores.
A maior fatia do total projetado deve ficar com a alimentação fora do lar, com movimentação entre R$ 2,11 bilhões e R$ 2,24 bilhões, concentrada em bares, restaurantes, padarias, cafeterias e lanchonetes. O setor de hospedagem tem previsão de faturamento entre R$ 337 milhões e R$ 358 milhões.
Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, até abril deste ano, a receita nominal dos segmentos de alojamento e alimentação fora do lar subiu 9,2% em 12 meses, acima da média nacional do setor de serviços (7,5%).
Para o diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto, o feriado reúne condições favoráveis ao consumo.
“Poucas datas concentram tanto potencial de consumo quanto esta: são quatro dias consecutivos de folga, forte atratividade nas cidades de praia e no interior e famílias em período de recesso escolar, o que confere liberdade total de agenda. Este cenário se traduz em mais viagens, maior permanência nos destinos turísticos e, consequentemente, aumento expressivo do consumo em bares, restaurantes e hotéis”, afirmou Pinto.
Em alta
Projeções da Fhoresp indicam que o mercado paulista deve movimentar aproximadamente R$ 209,6 bilhões no setor neste ano, sendo R$ 28,9 bilhões em alojamento e R$ 180,7 bilhões em alimentação, o que corresponde a um faturamento médio diário próximo de R$ 574 milhões.