Quem depende do transporte público precisa, antes de qualquer coisa, ter a garantia de que conseguirá embarcar. Parece óbvio, mas os problemas enfrentados por passageiros nos totens de venda de bilhetes do Cartão TOP, em estações da Linha 11-Coral, mostram que até uma etapa básica da viagem pode se transformar em transtorno.
Falhas tecnológicas acontecem. O que não pode ser tratado como normal é a recorrência do problema, especialmente quando o passageiro realiza o pagamento e não recebe o bilhete. Nesse caso, além de não conseguir utilizar o serviço pelo qual pagou, ainda precisa descobrir sozinho como recuperar o dinheiro. A falta de orientação clara agrava uma situação que já seria suficientemente preocupante.
Também chama a atenção que as dificuldades não estejam restritas a um único equipamento ou estação. Quando relatos semelhantes surgem em diferentes pontos da linha, é necessário investigar a origem das falhas e apresentar uma solução efetiva.
A tecnologia deveria tornar o transporte público mais simples e ágil, e não criar mais uma barreira para quem depende dele diariamente. Se o sistema de venda é automatizado, é responsabilidade de quem o administra garantir seu funcionamento e oferecer alternativas imediatas quando houver indisponibilidade.
Mais do que corrigir máquinas ou aplicativos, é preciso respeitar o passageiro. Quem paga por uma passagem tem direito ao bilhete, à informação e, quando algo dá errado, a uma solução rápida.