As Organizações Sociais da Saúde (OSS) são entidades sem fins lucrativos que ajudam o poder público na gestão e administração de equipamentos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma dessas organizações é o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), organização social criada na Bahia e que conta, hoje, com mais de 2.300 médicos.
O INTS administra mais de 90 unidades de saúde. Somando a prestação de serviços, inclusive médicos, a instituição está em 29 municípios da Bahia, de Sergipe, de Minas Gerais e de São Paulo, incluindo as cidades de Suzano e Itaquaquecetuba.
História
O INTS surgiu em 2009, em Salvador, dentro de uma empresa de tecnologia da informação dirigida pelo engenheiro Ian Cunha, hoje superintendente-geral e fundador. O primeiro projeto foi um piloto de sistemas para a saúde pública de Feira de Santana (BA), segundo o livro comemorativo dos 15 anos da instituição, lançado em 2024.
A equipe percebeu que só a tecnologia não resolvia os problemas das unidades. Passou a gerir também a mão de obra e os processos e se tornou uma organização social com gestão integral de serviços de saúde.
O primeiro contrato em São Paulo
A chegada a Suzano, em 2015, foi o primeiro contrato de gestão integral de uma unidade de saúde no estado de São Paulo. A atuação se ampliou ao longo dos anos para Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Serviço de Atendimento Móvel (Samu), unidade hospitalar e maternidade.
Hoje, a entidade atua também em outras cidades da região, a exemplo de Itaquaquecetuba, onde está à frente do Centro de Saúde Infantil (CSI), o Centro de Saúde (CS 24 horas) e a UPA do Jardim Caiuby.
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Tecnologia no DNA
O INTS vê oportunidades e desafios no futuro da medicina, que exigem atenção à qualidade da formação e à atualização contínua dos profissionais. Para a instituição, a expansão dos cursos de medicina reforça a importância de uma formação consistente, que prepare os médicos para as necessidades da população.
A inteligência artificial, segundo o INTS, pode ser uma ferramenta valiosa de apoio à atuação médica, se usada com responsabilidade. A instituição defende que o avanço da tecnologia caminhe junto com a valorização do julgamento clínico, da escuta, do vínculo com o paciente e do cuidado humanizado.