Atualmente, existem inúmeros cursos que ensinam a gerir, vender, motivar, etc. Todos oferecem produtos high-ticket, prometem uma experiência ímpar e garantem resultados extraordinários. No palco, tudo parece perfeito. Na vida real, porém, a conta costuma ser bem diferente.
Vivemos o paradoxo de jovens que nunca trabalharam na vida dando conselhos de negócios para empresários experientes e pessoas maduras. Gente que aprendeu meia dúzia de conceitos em cursos de internet e agora se apresenta como especialista em vendas, gestão e comportamento.
O vendedor de palco promete crescimento, mostra gráficos, apresenta cases de sucesso e garante que o resultado está logo ali. Mas ele nunca vem. Sabe por quê? Porque no marketing digital cabem todos os conceitos, metodologias e as planilhas são perfeitas. Mas é no chão de fábrica que a conta real precisa fechar.
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O curso de internet ensina a vencer objeções por meio de roteiros decorados. O problema é que, quando todo mundo aprende o mesmo roteiro, todo mundo passa a falar igual. O resultado são profissionais sem identidade. Pessoas que repetem frases prontas, imitam seus mentores e acreditam que vender é seguir um script. Mas vender não é decorar respostas. Vender é entender pessoas. E isso não se aprende apenas assistindo a vídeos ou participando de imersões de final de semana.
Mas qual é a verdadeira saída para uma empresa crescer? Está no entendimento da economia, do ambiente macroeconômico, mas também — e principalmente — no treinamento dentro da própria empresa. É preciso formar profissionais capazes de entender o negócio, o produto e, acima de tudo, o cliente. É entender que uma empresa só existe porque existe alguém disposto a comprar aquilo que ela oferece. Sem cliente, não existe empresa.
Há comerciantes que parecem aplicar a lei dos rendimentos decrescentes aos clientes: a cada nova visita do cliente, a experiência consegue ser pior do que a anterior. E depois o empresário se pergunta por que perdeu aquele consumidor. Enquanto isso, os cursos amorfos continuam pregando um suposto “encantamento” do cliente, recheado de tapinhas nas costas, falsos sorrisos e expressões em inglês.
Enquanto o mercado continuar trocando cultura por performance, experiência por roteiro e maturidade por frases prontas, continuará colecionando atendimentos sem alma e negócios com os dias contados. No fim, existe uma verdade que nenhuma metodologia consegue mudar: o cliente é seu emprego.