quarta-feira, 22 jul, 2026

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Menos de 1% da frota do Alto Tietê é formada por veículos elétricos ou híbridos

Região reúne mais de 926 mil automóveis e utilitários, mas apenas 8,4 mil são híbridos ou elétricos, segundo levantamento do Detran-SP
Da Redação

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Apesar do crescimento da oferta de veículos eletrificados no Brasil, eles ainda representam uma parcela pequena da frota do Alto Tietê. Levantamento do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) mostra que os 11 municípios da região — Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano — somam 926.894 automóveis e utilitários em circulação.

Desse total, apenas 8.417 são eletrificados, entre híbridos e elétricos — o equivalente a 0,91% da frota.

Quando o recorte considera apenas os veículos totalmente elétricos, o número é ainda menor: 225 automóveis, representando cerca de 0,02% de toda a frota da região.

Comparação com o Estado

O cenário contrasta com o avanço registrado no Estado de São Paulo, que concentra a maior frota de veículos eletrificados do país. Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o Estado possui 196.344 veículos eletrificados, sendo 86.681 apenas na capital paulista — cerca de 44% de toda a frota eletrificada paulista.

Frota eletrificada é recente

Embora ainda sejam minoria, os dados mostram que a eletrificação vem acontecendo de forma acelerada nos últimos anos. Dos 8.417 veículos eletrificados registrados no Alto Tietê, 42,3% têm menos de um ano de uso, 20,2% têm entre um e dois anos e 31,3% têm entre dois e cinco anos. Na prática, quase 94% da frota eletrificada da região foi incorporada nos últimos cinco anos.

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Mercado ainda avalia custo-benefício

Para Leonardo Furtado, superintendente do Auto Shopping Internacional, a transformação do mercado acontece gradualmente e acompanha fatores econômicos e estruturais.

“Os eletrificados já fazem parte da realidade do setor automotivo e tendem a crescer ano após ano. Mas, hoje, a decisão de compra ainda passa muito pelo custo-benefício. O consumidor avalia preço, autonomia, disponibilidade de pontos de recarga e até o valor de revenda antes de escolher um veículo. Por isso, os modelos a combustão e os híbridos continuam liderando a procura”, afirma Furtado.

Outro fator que explica o cenário é a própria composição da frota brasileira. Os veículos movidos a gasolina, etanol e flex ainda oferecem maior variedade de modelos, ampla rede de assistência técnica e um mercado consolidado de seminovos — características que continuam influenciando a decisão de compra.

A expectativa do setor é que a participação dos eletrificados cresça nos próximos anos, impulsionada pela expansão da infraestrutura de recarga, pela chegada de novos modelos e pela redução gradual dos custos de aquisição.

“A transição para a eletrificação não significa que o consumidor deixou de buscar veículos a combustão. Hoje convivem diferentes perfis de compradores. Há quem queira investir em um elétrico, quem prefira um híbrido e quem continue priorizando um seminovo pelo custo-benefício. O importante é encontrar uma opção que faça sentido para a realidade de cada motorista”, conclui Furtado.

Feirão de veículos em Mogi das Cruzes

Durante o mês de julho, o Auto Shopping Internacional realiza o Feirão Goleadas de Ofertas, com mais de 1.500 veículos disponíveis para negociação, condições especiais de financiamento, primeira parcela em até 60 dias e possibilidade de usar o veículo usado como parte do pagamento. O complexo reúne 26 lojas, financeiras, seguradoras, despachante, serviço de vistoria e restaurante.

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