O deputado estadual Jorge do Carmo (PT) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo para criticar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em meio à greve que afeta a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Para o parlamentar, o episódio expõe os riscos da privatização de linhas do sistema de trens metropolitanos.
“Chega de privatização. Espero que o povo paulista entenda e perceba o quanto isso está fazendo mal para eles. E a oportunidade é de dizer não ao governo Tarcísio de Freitas”, afirmou.
Jorge do Carmo lembrou que, há cerca de dois anos, as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda foram privatizadas, o que, segundo ele, resultou em “muitos acidentes, muitos problemas, muitos prejuízos para a população”. O deputado citou ainda a privatização anterior das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jaraguá.
A operação das linhas foi entregue à Trivia Trans e, segundo o parlamentar, a empresa foi responsável por “três dias de caos na cidade”. Para ele, o episódio mostra o descaso do governo com os riscos impostos à população.
“Tudo isso sob a lógica de que o Estado tem que ser mínimo, de que o Estado não tem que administrar nada. Não sei para que quer governar o Estado se não quer administrar, se não quer cuidar de nada, muito menos das pessoas”, disse.
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O deputado afirmou que o governo recuou e devolveu a operação das linhas à CPTM, após repercussão negativa, às vésperas da eleição de outubro.
“Quando passar a eleição de outubro, aí sim eu entrego de novo — aí dane-se, na lógica dele. Pode acontecer de novo o que já aconteceu. É uma falta de compromisso com o povo paulista, em querer entregar todo o nosso patrimônio, o patrimônio do povo paulista, para o capital”, declarou.
Jorge do Carmo também manifestou solidariedade aos funcionários da CPTM, que, segundo ele, foram chamados para resolver um problema que sabem operar, e à população afetada pela interrupção nos serviços.
“Eu quero prestar minha solidariedade a todos, mas sobretudo à população paulista daquela região de Guaianases, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, São Miguel, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano — toda aquela região que sofreu e está sofrendo com o caos da privatização que o governador Tarcísio impôs ao povo paulista, sem se preocupar e sem nenhuma responsabilidade com o risco que estava causando”, concluiu.