As Guardas Civis Municipais (GCMs) de Mogi das Cruzes, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá registraram, juntas, 497 prisões, detenções ou capturas entre janeiro e agosto de 2026. O número representa 173 registros a mais que os 324 contabilizados pelas mesmas quatro cidades no mesmo período de 2025, uma alta de aproximadamente 53%. Os dados foram levantados pela GAZETA junto às prefeituras e demonstram uma intensa movimentação nas centrais de atendimento e nas ruas.
Mogi apresenta o maior número entre as cidades analisadas. Foram 291 prisões e detenções nos oito primeiros meses de 2026, contra 179 no mesmo período do ano passado, crescimento de aproximadamente 62,6%.
Entre as principais naturezas identificadas pela GCM mogiana aparecem captura de procurados ou foragidos e tráfico de entorpecentes, com 113 registros cada. Também foram contabilizados 58 casos de descumprimento de medida protetiva contra mulheres, 57 detenções de procurados pela Justiça por meio do Smart Mogi, 44 furtos, 38 ocorrências de violência doméstica e 25 roubos.
A movimentação não se restringe às prisões. O Centro de Operações Integradas (COI) recebeu 15.907 ligações entre janeiro e agosto de 2026, enquanto os registros gerais de atendimentos chegaram a 37.300 no período.
Em Suzano, foram 132 prisões e capturas efetivas entre janeiro e agosto, contra 97 no mesmo período de 2025, aumento de 36%. Além disso, a corporação registrou 213 conduções às delegacias no período.
O tráfico de entorpecentes foi responsável por 40 das prisões efetivas, equivalente a 30,3% do total. Na sequência aparecem capturas de procurados pela Justiça, com 31 casos; violência doméstica e Maria da Penha, com 23; crimes contra o patrimônio, como furto, roubo e receptação, com 19; e adulteração veicular e crimes de trânsito, com 11.
A GCM de Suzano também registrou 3.600 atendimentos operacionais diretos nos primeiros oito meses do ano, ante 3.030 em 2025. Foram 570 atendimentos a mais, crescimento de 18,8%.
Na Central de Comunicação, pelo telefone 153, a principal solicitação individual da população é a fiscalização de som alto e perturbação do sossego, relacionada à Lei Municipal nº 256/2014. A corporação também recebe chamados para averiguações preventivas, segurança pública, proteção à mulher, ocorrências ambientais e apoio a serviços de saúde e assistência social.
Ferraz registrou 43 prisões entre janeiro e agosto de 2026, contra 26 no mesmo período de 2025. O crescimento foi acompanhado por aumento no número de boletins de ocorrência lavrados pela corporação: foram 1.062 em 2026, ante 857 nos primeiros oito meses do ano passado.
Em Poá, foram contabilizadas 31 pessoas presas em flagrante ou conduzidas à delegacia nos primeiros oito meses de 2026. No mesmo período de 2025, foram 22 registros. A demanda sobre a GCM, entretanto, é muito maior quando considerados os chamados recebidos pela população. Pelo telefone 153, foram aproximadamente 5.500 solicitações no período.
Santa Isabel apresentou uma metodologia diferente das demais cidades. O levantamento disponibilizado pela GCM aponta 99 casos entre conduzidos e apreendidos, além de 77 flagrantes, sem comparação com o mesmo período de 2025. Por isso, os números não foram somados ao total de 497 registros das quatro cidades.
Entre as ocorrências identificadas estão 21 registros de tráfico de drogas, 19 de porte de drogas, sete de violência doméstica, cinco de embriaguez ao volante, quatro capturas de procurados e cinco furtos. A corporação também registrou 306 solicitações pelo 153.
No Alto Tietê, Biritiba Mirim, Salesópolis e Guararema não possuem GCM. Itaquaquecetuba e Arujá não responderam ao levantamento até o fechamento desta matéria. Os números, portanto, representam apenas as cidades que forneceram dados à reportagem e não correspondem a um balanço regional completo da atuação das forças municipais de segurança.
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