Mogi das Cruzes alcançou um novo marco na rede de proteção às mulheres. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) passou a funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, ampliando o atendimento especializado às vítimas de violência. A conquista, articulada pela gestão da prefeita Mara Bertaiolli (PL), junto ao Governo do Estado, coloca Mogi como a primeira cidade do Alto Tietê a contar com uma DDM em período integral.
>> Entre no nosso canal do WhatsApp – clique aqui
O serviço funciona 24 horas desde 27 de agosto e foi oficialmente apresentado na última quinta-feira (17), durante visita técnica à unidade. A ampliação era pleiteada pela administração municipal desde 2025 e ganhou força após a mudança da DDM para uma estrutura maior e mais adequada.
A Prefeitura viabilizou o novo imóvel, mantém a locação com recursos municipais e participou da estruturação do espaço. A sede conta com ambientes destinados ao atendimento humanizado e brinquedoteca para acolher crianças que acompanham as mães.
Para Mara, a ampliação integra uma rede de ações de enfrentamento à violência. “As mulheres não podem ter horário para ser protegidas. Nós temos que ter 24 horas pessoas que acolham e que as protejam”, afirmou. A prefeita também incentivou as vítimas a procurarem ajuda. “Não tenham medo. Aqui elas vão ter todo tipo de acolhimento e cuidado. Quanto mais a gente denunciar, quanto mais a gente combater, mais as mulheres vão se sentir seguras.”
O vice-prefeito Téo Cusatis lembrou que o atendimento integral era uma reivindicação antiga. “Isso é um avanço muito grande. É a primeira cidade do Alto Tietê a ter uma delegacia 24 horas”, destacou.
A unidade conta atualmente com cerca de 30 policiais, entre delegados, escrivães e investigadores. Segundo o delegado titular, Denis Miragaia, desde a implantação do atendimento 24 horas já foi percebido um aumento no número de ocorrências registradas presencialmente.
Além do boletim de ocorrência, a DDM atua na investigação dos crimes, solicitação de medidas protetivas e outras medidas cautelares, além de trabalhar de forma integrada com a rede de proteção às mulheres.
“O boletim de ocorrência é apenas a formalização da notícia do crime. A partir dele, nós vamos instruir o inquérito policial, arrolar testemunhas, fazer os pedidos de medidas protetivas e outras cautelares e, sendo o caso, pedido de prisão por descumprimento de medida protetiva. Todas essas medidas já começam com celeridade a partir do boletim de ocorrência”, explicou Miragaia.
O delegado destacou ainda que a DDM atua em conjunto com outros órgãos municipais e estaduais, encaminhando cada vítima aos serviços da rede de proteção de acordo com a necessidade.