Na próxima terça-feira, 22 de setembro, celebra-se o Dia do Rio Tietê. A data deve servir não apenas para lembrar a importância de um dos principais rios paulistas, mas também para refletir sobre a responsabilidade coletiva de preservá-lo.
O Tietê nasce em Salesópolis, no Alto Tietê, e percorre mais de 1,1 mil quilômetros pelo estado até desaguar no Rio Paraná. Ao longo do caminho, suas águas estão ligadas ao abastecimento, à geração de energia, à navegação, à economia e à própria história de São Paulo.
Apesar dessa importância, o rio ainda carrega as marcas de décadas de descuido. Dados divulgados pela Cetesb mostram um avanço: a carga de matéria orgânica transportada caiu 29,4% entre 2024 e 2026, de 218 para 154 toneladas por dia. É uma redução relevante, mas o volume de poluição continua alto e há trechos classificados como ruins ou péssimos.
A recuperação do Tietê exige continuidade no tratamento de esgoto, desassoreamento, fiscalização e preservação de suas margens e afluentes. Também depende de conscientização e cuidado diário. Um rio que nasce limpo em Salesópolis não deveria perder sua qualidade à medida que atravessa o estado.
O Dia do Tietê precisa, portanto, ser mais do que uma data no calendário. Deve lembrar que preservar o rio é preservar parte da história, do meio ambiente e do futuro de São Paulo.
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