Durante a década de 80, vivenciamos o que muitos especialistas em economia consideram como a “década perdida”.
No Brasil, o grande desafio era a hiperinflação, e ao longo desse período foram implementados três planos econômicos: Plano Cruzado (1986), Plano Bresser (1987) e Plano Verão (1989). Ou seja, a situação econômica estava ficando cada vez pior devido às altas taxas de inflação.
Nos primeiros anos da década de 90, a inflação continuava descontrolada. O presidente da época lançou dois planos, Collor I e II, mas sem sucesso, já que envolviam o congelamento de preços e ativos bancários.
Foi somente em 1994 que o Plano Real foi implantado, trazendo a inflação sob controle e abrindo caminho para uma nova era no Brasil.
Tudo estava indo bem até que, em 1999, o país enfrentou um forte ataque especulativo. Para proteger a economia e trazer estabilidade ao mercado, optou-se por adotar medidas de política monetária, fiscal e cambial.
A partir daquele instante, o dólar adotaria um regime de flutuação, ou seja, sem a existência das bandas cambiais.
No âmbito da política fiscal, o compromisso do governo seria de respeitar um determinado nível de despesas e receitas.
E, por fim, na política monetária, o Banco Central estabeleceria como objetivo manter a inflação baixa, para isso, haveria uma meta previamente determinada com um piso, um centro e um teto.
Esse é o renomado tripé macroeconômico brasileiro. O sucesso dessa política e a confiança do mercado nela como referência para avaliar a economia brasileira nos faz questionar: por que não incorporá-la no nosso cotidiano?
Vamos fazer?
Meta fiscal: como mencionado anteriormente, o governo, agora nós, buscaremos o equilíbrio de nossas finanças, ou seja, pretendemos alcançar um superávit primário. Mas o que significa isso? É simples, vamos reduzir gastos, efetuando cortes desnecessários e visando encerrar nosso ano fiscal com saldo positivo.
Objetivo de Inflação: como mencionado anteriormente, o Banco Central se dedicará a manter a inflação dentro de uma margem determinada. Aqui faremos uma pequena modificação e denominaremos isso como Objetivo de Endividamento, no qual visaremos reduzir nossa dívida ao máximo possível.
Reserva Flutuante: a palavra “reserva” substitui o termo “câmbio”. Neste momento, não estabeleceremos um valor fixo para investimentos financeiros, mas nos comprometeremos a poupar qualquer quantia no final do mês, até alcançarmos nossa meta de endividamento.




