A nova edição do Ranking do Saneamento, do Instituto Trata Brasil, trouxe um dado preocupante para o Alto Tietê. Suzano, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba seguem entre as 100 cidades que mais tratam esgoto, mas todas caíram na classificação. Essa queda expõe desafios que precisam ser encarados com seriedade pelas administrações municipais e as companhias responsáveis pelo serviço.
Suzano, que em 2023 ocupava a 13ª posição e atendia 100% da população com água e esgoto, agora caiu para 28ª, com cobertura de 93,74% e coleta de 88,78%. O índice de tratamento é de apenas 55,53%. A prefeitura afirma que a Sabesp é responsável pelo serviço, mas vem cobrando melhorias. Entre os avanços, estão a regularização da rede em bairros antes desassistidos e o fechamento de poços em obras na SP-66.
Em Itaquá, a cidade caiu da 54ª para a 60ª posição, com 95,75% de cobertura de água e apenas 73,10% de esgoto. Mogi caiu da 56ª para a 66ª posição. A água chega a 96,20% da população e o esgoto a 87,31%. O serviço é do Semae, órgão municipal que, na gestão anterior, falhou em garantir avanços, refletindo nos números preocupantes do ranking.
A privatização da Sabesp pode mudar esse cenário. Com investimentos privados, espera-se que Suzano e Itaquá melhorem seus índices nos próximos anos, seguindo a tendência de evolução do setor.
Além disso, os demais municípios do Alto Tietê também precisam de atenção no saneamento. Poá, por exemplo, anunciou a universalização do serviço ainda neste ano, um feito que deve servir de exemplo.
Saneamento básico é sinônimo de dignidade e saúde. Os números acendem um alerta: é preciso agir para que a região não apenas recupere posições no ranking, mas ofereça um serviço de qualidade para todos.



