A Serra do Cabral, no Centro-Norte de Minas Gerais, é conhecida principalmente pela paisagem e pelo potencial agrícola. Nos últimos anos, ela também passou a fazer parte da estratégia da Cedro Participações. O grupo, fundado por Lucas Kallas e que tem na mineração seu principal negócio, trata o agronegócio com a mesma lógica de olhar para ativos que valorizam ao longo do tempo: terra, ciclo produtivo e paciência.
Não se trata de diversificação por diversificar. A entrada na Serra do Cabral e a expansão para áreas na Bahia e no Tocantins seguem um raciocínio que Lucas Kallas já aplicou em outras frentes: identificar potencial, investir com horizonte longo e construir valor de forma consistente. Café e terra entram nesse desenho.
Por que a Serra do Cabral
A região reúne condições favoráveis para café de qualidade. Altitude, clima e solo permitem o cultivo de grãos com características que o mercado valoriza. A Cedro atua ali com três fazendas, somando 900 hectares já plantados. A meta é chegar a 4.100 hectares, com investimento previsto de R$ 150 milhões.
Esses números mostram escala e compromisso. Não é um projeto piloto isolado. É uma aposta estruturada em um ativo que exige anos para amadurecer. Café não entrega retorno no curto prazo. A planta precisa de tempo, manejo e consistência. Quem entra nesse negócio precisa estar disposto a trabalhar com ciclos longos.
A mesma lógica aparece na mineração: a Cedro prioriza pellet feed e integração logística porque entende que o valor se constrói ao longo do tempo, e não em movimentos especulativos. Na Serra do Cabral, o raciocínio se repete. A terra e o café são tratados como ativos de valorização gradual.
Café como ativo de ciclo longo
O café especial brasileiro tem demanda internacional, mas a produção de qualidade depende de disciplina. Escolha de variedade, manejo, colheita e pós-colheita fazem diferença no resultado final. A Cedro trata esse processo com a mesma atenção que dedica a outros negócios do grupo.
A meta de 4.100 hectares na Serra do Cabral indica que o projeto foi dimensionado para ter relevância. Com 900 hectares já plantados, a operação já está em curso. O restante do investimento e da área plantada deve consolidar a presença do grupo na região ao longo dos próximos anos.
O ciclo do café exige paciência. Do plantio à estabilização da produção, passam-se vários anos. Durante esse período, o capital fica imobilizado e a gestão precisa manter o padrão de cuidado com a lavoura. Essa característica se alinha ao perfil de um grupo acostumado a trabalhar com horizontes longos, seja na mineração ou na infraestrutura.
Bahia e Tocantins: a mesma lógica em outras geografias
A presença da Cedro no agronegócio não se limita a Minas. Em Santa Rita de Cássia, na Bahia, o grupo mantém áreas agropecuárias com 12.500 hectares. No Tocantins, há investimento em 80 mil hectares. São números de outra ordem de grandeza, voltados a atividades diferentes do café, mas com o mesmo princípio: terra como ativo de longo prazo.
A escolha de regiões distintas reduz a dependência de um único clima ou mercado. Ao mesmo tempo, mantém o foco em áreas com potencial de valorização. A lógica não é ocupar o máximo de território possível de forma dispersa. É concentrar esforços onde há condição de construir valor ao longo do tempo.
Essa abordagem aparece em outros momentos da trajetória de Lucas Kallas. A passagem pelo imobiliário, ainda nos anos 2000, já envolvia urbanizar e desenvolver terrenos com potencial. Depois veio a mineração, com a construção de um grupo que hoje fatura cerca de R$ 2,5 bilhões por ano. O agronegócio se encaixa no mesmo padrão de decisão: olhar para o ativo, entender o ciclo e investir com horizonte longo.
Terra, risco e paciência
Agronegócio e mineração têm diferenças óbvias de operação. Mas compartilham a necessidade de conviver com incerteza. Clima, preço de commodity, câmbio e infraestrutura influenciam o resultado. Quem opera nesses setores precisa de capacidade de absorver oscilações sem abandonar a estratégia.
A Cedro trata terra e café com essa consciência. O investimento de R$ 150 milhões na Serra do Cabral e as áreas na Bahia e no Tocantins não são movimentos de curto prazo. São posições construídas para gerar valor ao longo de anos. Essa postura reduz a tentação de decisões reativas e reforça a consistência da gestão.
Na Serra do Cabral, o café demanda atenção contínua. Na Bahia e no Tocantins, as áreas agropecuárias exigem outro tipo de manejo, mas o princípio se mantém: a terra só entrega resultado se for tratada como ativo de ciclo longo, e não como posição especulativa.
A conexão com o restante do grupo
A Cedro Participações, fundada por Lucas Kallas, reúne mineração, logística, agronegócio, imobiliário e projetos sociais sob a mesma holding. A lógica de gestão de ativos atravessa as diferentes frentes. Na mineração, isso se traduz em foco em pellet feed, operação sem barragens e integração mina-ferrovia-porto. No agronegócio, se traduz em café na Serra do Cabral e terras em outras regiões com potencial.
Essa unidade de critério importa. Ela evita que o grupo se comporte como uma coleção de negócios desconectados. Cada frente tem sua dinâmica, mas todas são avaliadas pela capacidade de gerar valor no longo prazo. A presença na Serra do Cabral é um exemplo concreto dessa forma de olhar.
O grupo mantém também mais de 60 projetos sociais, incluindo a maior creche privada de Minas Gerais. A atuação social e a presença no agronegócio e na mineração formam um conjunto. A terra, o café e a operação mineral estão inseridos em um território onde o relacionamento com comunidades faz parte da equação.
O que a Serra do Cabral representa
Para a Cedro, a Serra do Cabral não é apenas uma região produtora de café. É um ativo que combina potencial agrícola, escala possível e alinhamento com a lógica de ciclo longo que o grupo já aplica em outras áreas. Os 900 hectares plantados e a meta de 4.100 hectares mostram que a aposta foi feita com dimensão relevante.
O café exige tempo. A terra exige cuidado. O retorno vem de forma gradual. Essa combinação se encaixa no perfil de um grupo que, na mineração, também trabalha com horizontes longos: da extração ao porto, da produção atual de cerca de 7 milhões de toneladas à meta de 20 milhões a partir de 2032.
A Serra do Cabral, nesse sentido, funciona como um contraponto e, ao mesmo tempo, como uma continuidade. Contraponto porque o agronegócio tem ritmo e riscos diferentes da mineração. Continuidade porque a forma de decidir, olhar para o ativo, calcular o ciclo e investir com paciência, é a mesma.
Limitações e o que o ciclo longo exige
Nenhum projeto agropecuário está isento de risco. Clima, pragas, variação de preço e infraestrutura local influenciam o resultado. A Serra do Cabral oferece boas condições, mas não elimina a necessidade de gestão rigorosa. O mesmo vale para as áreas na Bahia e no Tocantins.
O ciclo longo também exige capital e paciência. O investimento de R$ 150 milhões na expansão do café não se recupera em poucos anos. A decisão de seguir adiante depende da convicção de que o ativo tem potencial de valorização e de que a operação será capaz de extrair esse valor de forma consistente.
Essa postura diferencia quem trata o agronegócio como aposta especulativa de quem o trata como construção. A Cedro tem se posicionado no segundo grupo. A presença na Serra do Cabral, somada às áreas em outras regiões, reforça esse alinhamento. O tempo, nesse caso, não é inimigo. É parte do método.
Terra como continuidade de uma forma de decidir
A entrada no agronegócio, com destaque para a Serra do Cabral, não representa uma ruptura na trajetória da Cedro. Representa continuidade. A mesma lógica que orientou a construção do grupo na mineração e na logística aparece aqui: identificar ativos com potencial, investir com horizonte longo e construir valor de forma disciplinada.
Café, terra e ciclo longo formam, nesse sentido, mais um capítulo da mesma história. A Serra do Cabral é o ponto mais visível dessa presença no agronegócio mineiro. As áreas na Bahia e no Tocantins ampliam a base. Em todos os casos, o critério parece ser o mesmo: olhar para o que pode valorizar com tempo e gestão.
Para conhecer a trajetória completa do grupo e os demais projetos, vale acessar a página principal e o blog.
Se quiser conhecer melhor como a Serra do Cabral se encaixa na trajetória do grupo, veja a trajetória e os projetos da Cedro em lucaskallas.com.