O pé reúne 26 ossos e mais de 30 articulações em uma área pequena, e as doenças dessa região exigem formação própria dentro da ortopedia. Quem já pesquisou a recuperação da cirurgia de neuroma de Morton percebe como cada quadro tem tempo, técnica e cuidados específicos.
- 7 melhores ortopedistas de pé e tornozelo do Brasil
- Perfis dos sete especialistas
- 1. Dr. Bruno Air (Goiânia, GO)
- 2. Dr. Eduardo Cembranelli (Belo Horizonte, MG)
- 3. Dr. Bruno Mota (Fortaleza, CE)
- 4. Dr. Rafael Botelho (Fortaleza, CE)
- 5. Dr. Ricardo Bertol (Porto Alegre, RS)
- 6. Dr. Thales Ilha (Porto Alegre, RS)
- 7. Dr. Guilherme Honda (São Paulo, SP)
- Por que o pé merece um especialista
- Problemas mais comuns
- Palmilhas, fisioterapia e calçado
- Quando operar
- Recuperação depois da cirurgia da mão e do pé
- Esporte, corrida e o tornozelo
- Diabetes e o pé
- Dor crônica no pé e no tornozelo
- Como escolher entre os sete nomes
A lista a seguir apresenta 7 melhores ortopedistas de pé e tornozelo do Brasil, de seis estados, selecionados por formação na subespecialidade, atuação declarada e registro público. A ordem não mede resultado clínico, e o texto não cita valores.
7 melhores ortopedistas de pé e tornozelo do Brasil
- Dr. Bruno Air (Goiânia, GO): fellowships em Chicago e em Harvard
- Dr. Eduardo Cembranelli (Belo Horizonte, MG): cirurgia minimamente invasiva e ondas de choque
- Dr. Bruno Mota (Fortaleza, CE): pé e tornozelo, RQE 8504
- Dr. Rafael Botelho (Fortaleza, CE): pé e tornozelo, RQE 7901
- Dr. Ricardo Bertol (Porto Alegre, RS): pé e tornozelo, RQE 25477
- Dr. Thales Ilha (Porto Alegre, RS): pé e tornozelo, RQE 39546
- Dr. Guilherme Honda (São Paulo, SP): pé e tornozelo, site próprio
Perfis dos sete especialistas
1. Dr. Bruno Air (Goiânia, GO)
Ortopedista de Goiânia, formado pela UFMG em 2009, com residência no Hospital das Clínicas da UFMG, concluída em 2012. Fez fellowship no Weil Foot and Ankle Institute, em Chicago, em 2013, e no Massachusetts General Hospital, de Harvard, em 2014. Tem mestrado, de 2018, e doutorado, de 2022, pela UFG. O CRM-GO é 16354, e o RQE, 8226.
2. Dr. Eduardo Cembranelli (Belo Horizonte, MG)
Cirurgião do pé e tornozelo da Körpem Ortopedia e Saúde, em Belo Horizonte, com especialização no Brasil, em Portugal, na Espanha e nos Estados Unidos. Trata joanete, fascite plantar e esporão, entorse e instabilidade do tornozelo, tendinopatias, artrose e pé plano ou cavo, com infiltrações guiadas por ultrassom, ondas de choque e cirurgia minimamente invasiva. A página dele não traz CRM nem RQE.
3. Dr. Bruno Mota (Fortaleza, CE)
Atende com o CRM-CE 11736 e o RQE 8504 e mantém site próprio sobre as doenças do pé. O registro vem de cadastro público e deve ser conferido no conselho regional.
4. Dr. Rafael Botelho (Fortaleza, CE)
Tem o CRM-CE 13307 e o RQE 7901, com atuação dedicada ao pé e ao tornozelo.
5. Dr. Ricardo Bertol (Porto Alegre, RS)
Registra o CRM-RS 31645 e o RQE 25477 e mantém site com a descrição das doenças que trata.
6. Dr. Thales Ilha (Porto Alegre, RS)
Tem o CRM-RS 45219 e o RQE 39546, dados de cadastro público de especialista.
7. Dr. Guilherme Honda (São Paulo, SP)
Atende com o CRM-SP 144246 e mantém site com as doenças do pé e do tornozelo que trata.
Ao ler os perfis, repare no que cada especialista declara tratar. Há quem concentre a atuação em cirurgia de joanete, quem trabalhe mais com tornozelo e esporte, e quem una ondas de choque e infiltração ao consultório. Essa diferença de foco ajuda a escolher o nome certo para a sua queixa, e não apenas o mais próximo.
Por que o pé merece um especialista
O pé tem 26 ossos, mais de 30 articulações e uma rede de tendões e ligamentos que sustentam o corpo a cada passo. Pequenas alterações de alinhamento mudam a distribuição de carga e geram dor em outros pontos, como joelho, quadril e coluna. Por isso o ortopedista de pé e tornozelo olha a pisada e o corpo inteiro, e não só o ponto que dói.
A subespecialidade exige formação extra depois da residência em ortopedia. Os melhores ortopedistas de pé e tornozelo do Brasil costumam ter fellowship, atuação em cirurgia e acompanhamento de atletas ou de pacientes com deformidades complexas.
Problemas mais comuns
A fascite plantar, com dor no calcanhar nos primeiros passos do dia, é uma das queixas mais frequentes. O joanete, o neuroma de Morton, as entorses repetidas, a tendinite do tendão de Aquiles, o pé plano e a artrose do tornozelo completam a lista. Cada uma tem tratamento próprio, e boa parte melhora sem cirurgia.
O neuroma de Morton é um espessamento do nervo entre os dedos, que provoca queimação ou sensação de pedra no sapato. Tratamentos conservadores, como palmilha e infiltração, resolvem parte dos casos, e a cirurgia fica para quando eles falham.
Palmilhas, fisioterapia e calçado
A palmilha corretiva redistribui a pressão e alivia o pé plano, a fascite e a dor no antepé. Não é remédio para tudo, e a prescrição individual é melhor do que modelos prontos. A fisioterapia fortalece a musculatura do pé e do tornozelo, e o calçado com bom amortecimento e biqueira larga protege a articulação.
Quando operar
A cirurgia é indicada quando o tratamento conservador falha, quando há deformidade progressiva ou instabilidade que causa novas lesões. As técnicas modernas incluem artroscopia de tornozelo, cirurgia percutânea e reconstruções de ligamento e tendão. O ortopedista deve explicar a técnica e o plano de reabilitação antes de marcar a data.
Recuperação depois da cirurgia da mão e do pé
Muitos pacientes ortopédicos têm mais de uma queixa, e vale entender como funciona a reabilitação em outras áreas. Quem pesquisa o tempo de recuperação da cirurgia do túnel do carpo descobre uma lógica parecida: elevação, movimento precoce, fisioterapia e retorno gradual, sempre com orientação do cirurgião.
No pé, o apoio é o ponto mais delicado. Em algumas cirurgias, o paciente fica semanas sem apoiar, e a bota ortopédica é parte do tratamento. Cumprir a regra de apoio evita complicações que custam meses.
Esporte, corrida e o tornozelo
Corredores e praticantes de esportes com mudança de direção sofrem com entorses, tendinites e fraturas por estresse. A maioria se recupera com repouso relativo, fortalecimento e correção do gesto esportivo. A cirurgia entra quando o tornozelo continua instável, o que aumenta o risco de novas torções e de desgaste da cartilagem.
Para quem corre, a troca do tênis a cada 600 a 800 quilômetros, o aumento gradual da distância e o reforço muscular reduzem as lesões. O ortopedista de pé analisa a pisada e sugere ajustes simples, que muitas vezes bastam para voltar à pista sem dor.
Crianças e adolescentes também aparecem no consultório, geralmente por pé plano flexível, dor de crescimento ou torção. Na maior parte das vezes não há nada grave, e o acompanhamento basta. Quando a dor limita brincadeiras ou o pé tem formato muito diferente do outro, a avaliação especializada tira a dúvida e orienta a família sobre calçado, palmilha e atividades.
Diabetes e o pé
O paciente com diabetes precisa de atenção redobrada, porque a perda de sensibilidade esconde feridas que evoluem sem dor. Examinar os pés todos os dias, usar calçado macio e procurar atendimento diante de qualquer ferida que não cicatriza são medidas que previnem complicações graves. O acompanhamento regular com o ortopedista e com o endocrinologista faz diferença.
Dor crônica no pé e no tornozelo
Em alguns casos, a dor continua mesmo depois do tratamento correto, o que atrapalha o sono e a rotina. Para fascite plantar e tendinopatias resistentes, a terapia por ondas de choque é uma das opções discutidas por médicos da dor e ortopedistas, com indicação individual e sem substituir a avaliação do pé.
Anotar quando a dor aparece, que calçado piora e quanto tempo dura ajuda o médico a escolher entre as opções. Esse registro evita tentativas às cegas e acelera a escolha do tratamento certo.
Como escolher entre os sete nomes
Confira o CRM e o RQE no conselho regional do estado e verifique o título da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé). Pergunte a experiência do médico com o seu problema, a técnica indicada e quem acompanha a reabilitação. Para um caso simples, um especialista da própria cidade costuma bastar, e a viagem faz mais sentido em deformidades complexas ou para uma segunda opinião.
Leve exames recentes, o calçado que usa com mais frequência e, se possível, uma radiografia com carga. A lista não esgota os bons profissionais do país, e a ordem não mede qualidade clínica. Ela organiza, com base em informação pública, quem tem formação e atuação em pé e tornozelo.