A cartilagem é a camada lisa que reveste as pontas dos ossos dentro do joelho e permite o deslizamento sem atrito. Quando ela se desgasta ou se lesiona, a articulação responde com dor, inchaço e estalos. Uma das formas mais comuns de desgaste é a da cartilagem da patela, e quem pesquisa condropatia patelar grau 4 precisa de cirurgia está tentando entender uma lesão considerada avançada.
Esta lista apresenta os 6 melhores ortopedistas do Brasil para cartilagem do joelho, com nomes de quatro estados, e explica o que o paciente deve saber sobre graus de lesão, tratamentos e escolha do cirurgião. A seleção usou formação em joelho, atuação declarada em cartilagem, artroscopia ou prótese e dados públicos de registro.
Os 6 melhores ortopedistas do Brasil para cartilagem do joelho
- Dr. Ulbiramar Correia (Goiânia, GO)
- Dr. Gabriel Mendes Miura (Belo Horizonte, MG)
- Dr. Frederico Fedatto (Curitiba, PR)
- Dr. Paulo Henrique Rebuli (Vila Velha, ES)
- Dr. Gustavo Nascimento Ottoni (Vila Velha, ES)
- Dr. Tallys Campos (Governador Valadares, MG)
Dr. Ulbiramar Correia
Ortopedista de Goiânia, graduado pela UFG em 2005, com formação em ortopedia na UFG entre 2007 e 2009 e residência em cirurgia do joelho no IOG, entre 2010 e 2011. Tem CRM-GO 11552, RQE 7240 e títulos da SBOT e da SBCJ. Atua só com joelho há mais de 19 anos e passa de cinco mil cirurgias, entre elas a prótese com navegação.
Dr. Gabriel Mendes Miura
Cirurgião da Körpem Ortopedia e Saúde, em Belo Horizonte. Formado pela UFMG, especializou-se em cirurgia do joelho e traumatologia do esporte e fez fellowship no FIFA Medical Centre of Excellence, no Porto. Foi médico do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, pela CBF, entre 2014 e 2019. O CRM e o RQE não aparecem na página dele.
Os outros quatro
Em Curitiba, o Dr. Frederico Fedatto opera joelho e tem CRM-PR 19980 e RQE 14465. Em Vila Velha, no Espírito Santo, o Dr. Paulo Henrique Rebuli tem CRM-ES 15723 e RQE 12832, e o Dr. Gustavo Nascimento Ottoni atua com prótese e outras cirurgias de joelho, com CRM-ES 11371 e RQE 7264.
Em Governador Valadares, o Dr. Tallys Campos se descreve como especialista em joelho, com cirurgias e traumas, e tem o registro 43.847. Os dados dos quatro vêm de diretórios médicos, e o leitor deve confirmar formação e títulos diretamente na consulta e no conselho regional.
Como é graduada a lesão de cartilagem
Os médicos usam escalas para descrever a gravidade. No grau 1, a cartilagem amolece; no grau 2, aparecem fissuras superficiais; no grau 3, as fissuras ficam mais profundas; e no grau 4, o osso fica exposto. Quanto maior o grau, menos a cartilagem consegue se recuperar sozinha, e o tratamento tende a ser mais complexo.
Esse grau é visto em ressonância e, às vezes, só durante a artroscopia. É por isso que a mesma lesão pode ser classificada de forma diferente por dois exames, e o cirurgião deve interpretar o conjunto: o grau, o tamanho da área afetada, a localização e os sintomas do paciente.
Tratamentos que existem
Nas lesões leves, o tratamento é conservador: fisioterapia, fortalecimento, controle de peso, ajuste de atividades e, em alguns casos, infiltrações. Em lesões localizadas, há técnicas cirúrgicas que estimulam o corpo a formar um tecido de reparo, que transferem cartilagem de outra área ou que implantam células. A indicação depende de idade, tamanho da lesão e demanda física.
Em lesões extensas e avançadas, sobretudo em pacientes mais velhos, a prótese de joelho costuma ser a opção que devolve função e alivia a dor. Nenhum tratamento regenera por completo a cartilagem original, e o cirurgião deve falar com franqueza sobre expectativas.
Condropatia da patela
A condropatia patelar, também chamada de condromalácia, é o amolecimento e o desgaste da cartilagem sob a patela. Aparece em corredores, em quem agacha muito, em pessoas com alinhamento alterado e em quem tem fraqueza muscular. A dor é na frente do joelho, piora ao subir escadas e ao ficar muito tempo sentado, e pode vir acompanhada de estalos.
O tratamento começa quase sempre com fisioterapia, fortalecimento de coxa e glúteo e correção do gesto esportivo. A cirurgia é reservada para lesões graves e persistentes, e os melhores ortopedistas do Brasil para cartilagem do joelho são os que esgotam as opções conservadoras antes de propor a operação.
Como escolher o cirurgião de cartilagem
Cartilagem é um tema em que a experiência pesa. Pergunte ao médico quantos casos de lesão de cartilagem ele trata por ano, que técnicas usa e que resultados espera, com honestidade sobre limites. Peça que mostre as imagens e explique o grau da lesão. Procure também o título da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho e confira o RQE no conselho regional.
Quem pensa em consultar em outra cidade deve confirmar o plano de saúde e planejar a reabilitação perto de casa. A página da equipe ajuda a saber quem atende cada convênio, como faz quem procura um ortopedista de joelho em Goiânia e checa a cobertura antes de viajar.
O que esperar da recuperação
Depois de tratamentos que estimulam a formação de tecido de reparo, o joelho costuma ficar protegido do apoio por um período, com muletas e limite de dobra. A cartilagem nova é frágil no começo, e a carga é aumentada de forma gradual, em etapas que dependem do tipo de técnica e da área operada. A fisioterapia é parte central do processo.
O retorno ao esporte é mais demorado que o de uma artroscopia simples e deve ser liberado pelo cirurgião, com base na evolução e em exames de imagem. Pressa nessa fase pode comprometer o tecido que acabou de se formar e reduzir o benefício da cirurgia.
Por isso, os melhores ortopedistas do Brasil para cartilagem do joelho dedicam tempo ao pós-operatório e acompanham o paciente de perto, com consultas programadas e orientações escritas sobre cada etapa.
Vale lembrar que a dor no joelho nem sempre vem da cartilagem. Menisco, ligamentos, tendões e até problemas no quadril e na coluna podem produzir sintomas parecidos, e uma boa avaliação procura todas as possibilidades antes de atribuir a queixa a um único tecido. A Revista Mais Saúde mantém um guia para quem busca um médico ortopedista de joelho em Goiânia, com o que conferir antes da consulta.
Perguntas que o paciente deve fazer
Peça ao médico que explique, com as imagens, qual é a área lesada e qual o grau da lesão. Pergunte quais tratamentos existem para o seu caso, quais são os riscos de cada um e por que ele sugere um deles. Pergunte também o que acontece se o paciente decidir esperar, e se há alternativas sem cirurgia que valha a pena tentar antes.
Cirurgião de referência explica sem pressa e aceita que o paciente procure uma segunda opinião. Isso vale para qualquer nome desta lista, inclusive os dois primeiros, e é um bom sinal de ética profissional.
Anote as respostas e leve a lista para casa. Decisões sobre cartilagem costumam ser menos urgentes do que parecem, e o tempo para pensar e comparar opiniões é um direito do paciente.
Hábitos que protegem a cartilagem
Manter o peso adequado é o fator mais importante, porque cada quilo extra aumenta a carga sobre o joelho. Fortalecer a musculatura da coxa e do glúteo reduz o impacto sobre a articulação. Variar o tipo de exercício, usar calçado adequado e respeitar o aquecimento também ajudam, assim como evitar agachar fundo com carga repetidamente.
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Dor que persiste por semanas, inchaço recorrente e sensação de travamento são motivos para consultar. Quanto mais cedo a lesão é identificada, mais opções existem para preservar a cartilagem restante.