sábado, 21 fev, 2026

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Isabel, a Princesa da Liberdade

Josué Coimbra

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Nessa semana que passou, tivemos uma data muito importante e que foi pouco repercutida: no dia 13 de maio de 1888, nossa eterna Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, decretando a libertação dos escravos no Brasil.

Mas antes dessa data, ela já dava sinais de que entraria para a história. Segundo o periódico Mercantil, de 7 a 11 de abril de 1888, quando o Imperador estava em viagem pela Europa, a princesa, como regente, contribuiu para agilizar o processo da abolição. No dia 1º de abril de 1888, num domingo de festa na cidade de Petrópolis, Isabel, junto à sua família, autoridades e imprensa, distribuiu 120 cartas que libertavam os escravizados matriculados naquele município e em alguns vizinhos.

A Princesa Isabel não foi apenas quem assinou a Lei Áurea — ela era uma abolicionista convicta, influenciada por valores cristãos e humanitários. Atuou ativamente, mesmo diante da pressão da elite escravocrata, e sua decisão de abolir a escravidão lhe custou apoio político, contribuindo inclusive para o fim da monarquia. Mas também lhe rendeu reconhecimento internacional, como a Rosa de Ouro do Papa Leão XIII, e o carinho dos ex-escravizados, que a chamavam de “A Redentora”.

No entanto, pouco se fala da princesa e de seus feitos à nação. A nós, negros, é fundamental lembrarmos de nossa história e principalmente sabermos quem realmente lutou por nossa liberdade.

Outro ponto importante nessa conversa é sabermos que o mundo mudava, era um período em que a Revolução Industrial estava acontecendo na Inglaterra, e principalmente um momento em que o capitalismo se consolidava. Portanto, o mundo estava em reordenação e, com essa nova ordem mundial, o fim da escravidão estava cada vez mais próximo.

Também é preciso lembrarmos de figuras como José Alfaiate e Manoel Joaquim Ricardo, que foram escravos e, sendo libertos, iniciaram uma história lamentável, daquelas que Dostoiévski talvez descrevesse com pesar e ironia: vítimas que, ao conquistarem liberdade, escolheram a reprodução do sistema que os feriu.

Por isso, ao olharmos para a história da Princesa Isabel, vemos mais do que um ato político: enxergamos a força de uma mulher que ousou ir contra o sistema, enfrentar interesses poderosos e fazer o que era certo, mesmo sabendo o preço.

Esse espírito é o mesmo que deve mover o empreendedor consciente de hoje: coragem para tomar decisões difíceis, compromisso com uma causa maior e visão para enxergar além do seu tempo.

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