segunda-feira, 27 jul, 2026

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Ferroviários da CPTM ameaçam greve a partir de 4 de agosto nas linhas 11, 12 e 13

Categoria ameaça paralisar a operação a partir de 4 de agosto caso o Governo de São Paulo não responda às reivindicações dos ferroviários.
Da Redação

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Os funcionários da CPTM que atuam nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade aprovaram um indicativo de greve a partir da meia-noite do dia 4 de agosto. A decisão foi tomada em assembleia realizada na última sexta-feira (24), após a companhia reassumir temporariamente a operação das três linhas por determinação da Artesp, em meio à sequência de falhas registradas pela concessionária Trivia Trens.

Segundo o Sindicato dos Ferroviários da CPTM, a paralisação será confirmada caso o Governo do Estado não apresente uma resposta às reivindicações da categoria até a nova assembleia, marcada para o dia 3 de agosto, às 18h. Sem acordo, a greve terá início à 0h do dia 4 e será por tempo indeterminado.

A principal preocupação dos trabalhadores é a falta de garantias sobre a manutenção dos empregos após o período de 90 dias em que a CPTM ficará responsável pela operação das linhas. De acordo com o sindicato, os ferroviários foram convocados de forma emergencial para reassumir o serviço, mas ainda não receberam uma definição sobre o futuro dos postos de trabalho.

Além da preservação de todos os empregos da CPTM, a categoria reivindica a reestatização das linhas concedidas à iniciativa privada, a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025, que autoriza o Governo do Estado a absorver os empregados da companhia, e uma resposta oficial às demandas até o próximo dia 31 de julho.

Em nota divulgada após a assembleia, o sindicato afirma que os funcionários da Trivia Trens “não são os responsáveis diretos pelos problemas enfrentados pela população”. Segundo a entidade, as falhas são consequência de uma transição conduzida de forma inadequada, com treinamento e acompanhamento insuficientes para uma operação considerada complexa, o que teria comprometido a qualidade e a segurança do serviço.

O sindicato também sustenta que incêndios, atrasos, interrupções e outras falhas operacionais se tornaram recorrentes nos últimos dias e defende que a permanência dos ferroviários da CPTM é fundamental para garantir a segurança dos passageiros e evitar novos episódios de risco.

Na última quinta-feira (23), após o agravamento da crise nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, a Artesp determinou que a CPTM reassuma a operação por 90 dias. A medida foi adotada para permitir que a agência reguladora apure as falhas registradas desde o início da operação assistida da Trivia Trens.

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