Os trabalhadores ferroviários, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), se reúnem em assembleia geral nesta segunda-feira (3) para decidir sobre uma greve a partir da madrugada de terça-feira (4), por volta das 18 horas. As informações foram divulgadas pelo portal especializado Metrô CPTM.
A eventual paralisação, caso seja aprovada pela categoria, não afetará toda a rede da CPTM. O movimento ficará restrito às linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, ramais que integram as ferrovias da antiga Central do Brasil.
Durante a assembleia, os trabalhadores vão avaliar uma eventual resposta do Governo do Estado de São Paulo às pautas de reivindicação enviadas anteriormente. Se a proposta da gestão estadual for rejeitada, o sindicato prevê deliberar pelo deflagramento da greve.
Segundo o levantamento do Metrô CPTM, com base nos documentos divulgados pela entidade sindical, a principal exigência da categoria é a garantia de manutenção dos empregos dos ferroviários após a concessão dos três ramais à concessionária Trivia Trens. A entidade pede uma manifestação oficial do governo paulista a respeito do futuro dos funcionários e faz críticas ao processo de privatização das linhas ferroviárias.
A mobilização sindical ganha força dias após uma reviravolta na gestão do trecho. A Trivia Trens havia assumido a operação integral das linhas no final de julho, mas uma sequência de falhas operacionais levou o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) a determinar o retorno temporário da CPTM ao comando dos serviços por até 90 dias, período no qual a estatal atua em conjunto com a empresa privada. A instabilidade operacional da concessionária incluiu registros de incidentes graves, como o incêndio no interior de uma das composições da Trivia Trens na manhã de quinta-feira (23).
Se a greve for confirmada, o atendimento aos passageiros das linhas 11, 12 e 13 poderá sofrer severos impactos, sem que tenha sido detalhado até o momento um plano de contingência para a operação. Diante do retorno provisório da estatal ao comando das linhas, também não foi informado se haverá negociações específicas envolvendo a CPTM.
A paralisação não atingirá a Linha 10-Turquesa, o único ramal mantido sob operação permanente da CPTM, nem as linhas geridas pelas concessionárias TIC Trens e Motiva, cujos funcionários são representados por outras entidades sindicais.
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