domingo, 11 out, 2026

Fé e gratidão movem peregrinos do Alto Tietê rumo a Aparecida

Romeiros enfrentam quilômetros de caminhada até o santuário e encontram acolhimento em pontos de apoio
Eduarda Martins

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Com a chegada do Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na segunda-feira (12), as estradas do Alto Tietê se transformam em caminhos de fé e devoção. Peregrinos de diferentes cidades percorrem quilômetros a pé rumo ao Santuário Nacional, em Aparecida, levando na bagagem histórias de superação, promessas e agradecimentos.

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Há cinco anos, João Roberto Cordeiro Duarte realiza a peregrinação. Emocionado, ele conta que a caminhada é dedicada principalmente à família. Neste ano, agradece pela recuperação de uma prima que enfrentou um câncer, mas também recorda a perda de um primo.

“É pela família, pelos familiares, pelos amigos. É isso que faz a gente estar aí na estrada”, afirmou. Para ele, a chegada ao Santuário é um momento de renovação: “É uma coisa que enche, que faz com que a gente se renove de fato.”

Juaciara Xavier Gomes dos Santos começou a peregrinar em 2017, motivada por um agradecimento pelo marido. Desde então, a caminhada se tornou parte de sua vida. “Muitas vezes eu acho que não vou conseguir e é como se Nossa Senhora me empurrasse”, contou.

Já Fernando Luiz de França, de Guarulhos, realiza sua primeira romaria a pé. A jornada é uma forma de agradecer pela saúde, pela família e pela conquista do diploma universitário após os 40 anos.

SOLIDARIEDADE PELO CAMINHO 

Além da fé, os romeiros contam com o apoio de voluntários. Em Santa Isabel, um ponto de acolhimento coordenado por Nicole Silveira oferece enfermagem, massagens, alimentação e suporte emocional. “São anjos na estrada”, resumiu.

Em Guararema, o Lions Clube, governado pelo empresário Carlos Lapique, realiza a quinta edição de apoio aos peregrinos. Segundo a voluntária Marli Matos, a estrutura oferece água, alimentação, massagens, curativos e atendimento de enfermagem.

No ano passado, cerca de 1,5 mil pessoas passaram pelo ponto de apoio. Para Marli, o trabalho vai além dos cuidados físicos. “A gente chora junto com eles, porque é uma história mais triste que a outra”, relatou.

Entre o cansaço, as dores e os quilômetros percorridos, os peregrinos seguem movidos por um sentimento em comum: a fé que transforma cada passo em agradecimento.

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