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Bolsonaro

Foto: Divulgação

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Recentemente, um ex-jogador de futebol ficou indignado com uma ação programada pelo Guarani Futebol Clube. O clube simplesmente abriu suas portas para receber doações para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. Várias autoridades estavam presentes, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. E qual foi a reação do ex-jogador? Pressionar o clube para cancelar o evento. Era uma tentativa de impedir o ex-presidente de agir em prol daqueles em situação de extrema necessidade.

Ao colocar o Guarani em xeque, o ex-jogador demonstrou seu radicalismo. Ele parece incapaz de superar questões ideológicas e enxergar o aspecto positivo de uma ação como esta, que beneficiará milhares de famílias com doações provenientes de pessoas com pontos de vista distintos dos seus. Parece que, para ele, qualquer ato humanitário realizado por alguém com pensamentos diferentes precisa ser silenciado, desqualificado e sufocado.

Tenho observado muitos políticos de braços cruzados, sendo que um deles chegou ao absurdo de afirmar que não era de sua competência, argumentando que se tratava de desvio de função.

O ato humanitário promovido pelo Guarani resultou na doação de algumas toneladas de alimentos para auxiliar nossos irmãos no Rio Grande do Sul. Além disso, temos também a Igreja Universal, que conseguiu arrecadar 300 toneladas de alimentos.

E quanto aqueles que apoiam o cancelamento, qual é a opinião deles agora?

É incompreensível para mim como o radicalismo e a devoção a uma ideologia política conseguem levar as pessoas a odiarem tanto, a ponto de desejarem a morte do oponente. Há aqueles que, diariamente, difamam seus adversários, recorrendo a mentiras, desumanização, manipulação da história e desconstrução de ideias apenas por discordarem delas. Esse incidente nos faz refletir sobre brasileiros que estão politizando um momento tão delicado.

O ideal seria baixarmos nossas defesas, unirmos as mãos e, juntos, proporcionarmos um pouco de consolo aqueles que perderam suas histórias, alguns sem a oportunidade de se despedirem de seus entes queridos.

Toda essa polarização me remete a “1984”, de George Orwell, à medida que cada dia mais notamos que o livro parece ser uma narração dos dias atuais, mas escrito no século passado.

A alteração das palavras, a vigilância constante, famílias e indivíduos divididos e a desumanização do oponente. Enquanto o Leviatã, por sua vez, segue fortalecido e concentrando cada vez mais poder.

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josue-coimbra

Economista formado na PUC/SP

Reportagens - 38
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