Apenas no mês de agosto, o Estado de São Paulo concedeu Auxílio-Aluguel para mais de 5,8 mil mulheres vítimas de violência doméstica inscritas no programa até julho. Ao todo, foram investidos mais de R$ 2,9 milhões na destinação do benefício no período. O valor mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, quando foram destinados R$1,1 milhão a 2,2 mil mulheres. Os dados foram consolidados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS).
O aumento no número de mulheres atendidas pelo Auxílio-Aluguel, pago pelo Governo do Estado por meio da SEDS, reflete a ampliação do acesso à política pública e o fortalecimento da rede de proteção do Estado, ajudando quem realmente precisa romper o ciclo de violência e recomeçar com mais segurança. “A quantidade de mulheres com acesso ao Auxílio-Aluguel mostra a força e a urgência de uma política pública voltada para que elas não fiquem desamparadas”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém. “Mais do que números, estamos falando de vidas que ganham a oportunidade real de romper o ciclo da violência com dignidade e autonomia.”
A iniciativa da SEDS fortalece a rede de cuidado e atendimento especializado do movimento SP Por Todas, com políticas públicas integradas para a proteção da mulher vítima de violência. O programa chegou a 593 municípios paulistas, um indicativo da abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, mais de 9,9 mil mulheres receberam o benefício por pelo menos um mês, resultando em investimento superior a R$ 29,9 milhões.
Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.
Podem solicitar o benefício, mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes.
Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.
Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.
>> Entre no nosso grupo do WhatsApp – clique aqui
Onde buscar atendimento:
- Assistência Social: CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
- Saúde: UBS (Unidade Básica de Saúde), pronto-socorro e hospitais;
- Segurança Pública: DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), distrito policial, batalhão da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros;
- Sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil;
- Canais de orientação e denúncia: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190, para emergências.
Total Views:
1