É surpreendente saber que Tarcísio de Freitas esteve na região do Alto Tietê pela oitava vez desde que assumiu como “governador carioca de São Paulo”. No último dia 3 de junho, ele esteve pela segunda vez em Itaquaquecetuba. Já veio duas vezes em Suzano, em Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Guararema e Biritiba Mirim. Arujá, Poá, Santa Isabel e Salesópolis ainda não viram o ar da graça da excelência.
O que não surpreende é a lista de anúncios que ele trouxe no bolso da camisa. Inaugurou uma Praça da Cidadania, repetiu velhas promessas que até agora não saíram do papel, reciclou as mesmas piadas também (ninguém aguenta mais a história das cisternas no interior de Pernambuco). E mais nada! Nada. Isso demonstra que o governador sabe muito bem fazer barulho, mas entregar que é bom, o Alto Tietê continua esperando.
O governador precisa ser lembrado de que a população não vive de narrativas, de sorrisos, discursos e promessas recicladas. Mas sim de obras entregues, serviços funcionando, compromissos honrados. Não de pedágios enfiados goela abaixo, penalizando o trabalhador que precisa se deslocar pela Mogi-Dutra todos os dias atrás do pão nosso de cada dia. Ou da truculência de policiais despreparados e de sangue nos olhos.
A região quer mais que holofotes: quer respeito, investimentos consistentes e presença real, não só em época de boa fotografia e manchete fácil. O fato é que visita é bom. Mas governar é melhor. E o Alto Tietê, governador, ainda espera ser tratado com a seriedade que merece.




