Itaquaquecetuba tem um contrato bilionário com a Sabesp, mas o que a população recebe é o descaso com o esgoto correndo solto — despejado em quintais, córregos e no Rio Tietê. São oito meses de denúncias da GAZETA, e o problema só se agrava. Moradores ignorados, saúde ameaçada, meio ambiente destruído, enquanto os responsáveis se escondem atrás de notas oficiais e promessas distantes.
A Sabesp nega responsabilidade, alega que a rede coletora ainda não existe naquela área e joga a culpa para os próprios moradores. A Prefeitura de Itaquá? Silêncio cúmplice. Cadê o governador que vendeu a privatização prometendo investimentos? Cadê o prefeito que diz que manda na cidade e não cobra providências?
Enquanto isso, o Rio Tietê vira um esgoto a céu aberto, córregos se tornam brejos contaminados e as famílias vivem com medo de doenças que matam milhares no país. O sofrimento é real e a solução está nas mãos daqueles que deveriam agir — não em discursos vazios.
Em plena véspera da COP 30, quando o mundo debate sustentabilidade, Itaquá afunda em sujeira e impunidade. Investimentos bilionários prometidos para 2027 e 2029 são um alento distante, enquanto a urgência é agora, nas casas da população. Não basta planejar: é preciso agir, fiscalizar e garantir dignidade.
Não dá para aceitar que, em pleno século 21, uma cidade com quase meio milhão de habitantes pague por água tratada e não tenha o esgoto tratado. O meio ambiente e a saúde da população estão em jogo. O silêncio dos poderosos é a maior denúncia.





