sexta-feira, 3 abr, 2026

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Semae Mogi economiza R$ 1,6 milhão em 2025 com migração para o mercado livre de energia

Economia pode ser ainda maior nos próximos anos, já que valores foram negociados a longo prazo e com inclusão de outras unidades operacionais
Da Redação

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O Semae de Mogi das Cruzes fechou o balanço de 2025 com uma economia real de R$ 1.676.326,90 em suas contas de luz. O resultado positivo é fruto da migração de três das suas principais unidades de alta tensão para o Mercado Livre de Energia, modalidade que permite a negociação direta com geradoras, garantindo tarifas mais competitivas que o modelo tradicional.

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A redução acumulada no ano foi de 18,21%. Sem a adesão ao novo modelo, a autarquia teria desembolsado R$ 9,2 milhões; com o mercado livre, o custo caiu para R$ 7,5 milhões.

Unidades Beneficiadas e Desempenho

A migração, coordenada pelo Departamento Técnico da autarquia, focou em unidades operacionais de grande consumo:

  • Estação de Captação (Rio Tietê): Economia de R$ 905.283,59.

  • ETA Centro: Economia de R$ 408.720,98.

  • ETA Leste: Economia de R$ 362.322,33.

Mercado Livre vs. Mercado Cativo

A principal diferença entre as modalidades reside na liberdade de escolha e previsibilidade de custos:

  1. Mercado Cativo: Modelo comum onde a energia é comprada obrigatoriamente da concessionária local, com tarifas fixadas pela Aneel e sujeitas a variações de bandeiras tarifárias.

  2. Mercado Livre (ACL): O Semae pode escolher o fornecedor e negociar preços a longo prazo, protegendo o orçamento público de oscilações bruscas no setor elétrico.

Projeções Futuras: Economia de até R$ 12 Milhões

O Semae estima que os ganhos serão ainda mais expressivos nos próximos anos, com a inclusão de novas unidades operacionais no sistema.

Entre 2027 e 2029, a projeção indica uma economia mínima de R$ 7,7 milhões (em cenário de bandeira verde). Caso o país enfrente períodos de escassez hídrica (bandeira vermelha patamar 2), o impacto positivo para os cofres públicos pode superar os R$ 12 milhões.

“A negociação a longo prazo garante que a autarquia tenha segurança orçamentária para investir em outras frentes, como a modernização das redes de abastecimento”, destaca o relatório técnico da autarquia.

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