No último domingo (30), índios, padres, LGBTs, negros, mulheres e adolescentes fizeram o carnaval nas ruas de São Paulo e de todo o Brasil em celebração à escolha democrática feita pelo país em eleger Lula presidente da República. A pulsão de vida – natural de momentos apoteóticos como o proporcionado pela queda de Bolsonaro – não pode, no entanto, se tornar apatia em relação ao governo por vir.
A vitória de Lula representa, de fato, a união dos democratas e sinaliza o retorno do país aos trilhos tanto no cenário nacional, quanto internacional. Mas não podemos esquecer que, até por isso, seu governo não pode se dar ao luxo de errar.
É comum ouvir de petistas mais aguerridos que os conchavos realizados, principalmente depois de segundo mandato de Lula, entre o PT e partidos do chamado centrão eram necessários em nome da tal governabilidade. No entanto, foi essa mesma prática que gerou os escândalos de corrupção, o descrédito com o povo e a ascensão da extrema-direita bolsonarista.
Remover Jair Bolsonaro do Palácio do Planalto foi uma luta muito árdua – demonstrada no apertado resultado das urnas – para que ele tenha a oportunidade de voltar.
Os erros de Lula foram momentaneamente perdoados em nome da democracia, mas não devem ser esquecidos. Ele agora tem a obrigação de cumprir com suas promessas, assumir o papel de estadista que tanto tem tentado, fazer as reformas e dar início a um projeto claro de crescimento. Sem sucumbir aos reacionários. Sem medo de ser feliz.



