De acordo com um mapeamento feito pela Unicamp, os casos de ataques em escolas no Brasil vêm se tornando cada vez mais recorrentes com o passar dos anos, já que mais da metade dos casos registrados neste século ocorreram nos últimos dois anos. Principalmente depois do episódio ocorrido em Blumenau, temos visto uma crescente avassaladora de terror acerca do tema.
É preciso, no entanto, compreender que esta é justamente a finalidade desses criminosos. Assim como em qualquer atentado terrorista, a vitória do autor e de seu grupo não se dá necessariamente pelo número de vítimas, mas pelo rastro de horror que o ato deixa ao lado do de sangue.
Claro que é impossível, pelo menos àqueles que nutrem qualquer resquício de humanidade, não se abalar com tamanha crueldade contra crianças e adolescentes, mas tal qual um bicho-papão social, essa classe de terroristas da juventude branca frustrada se alimenta do temor que causam.
É importante que este seja um assunto debatido na sociedade, que as forças de segurança atuem de modo a investigar os fóruns digitais onde eles se organizam e prevenir ataques. Reforços na segurança das escolas, acompanhamento psicológico aos alunos e treinamento dos profissionais são imprescindíveis, mas esta é uma guerra psicológica e a principal arma do inimigo é o medo. Tiremos deles, portanto.
Que na internet, na imprensa e nas ruas relembremos, enquanto sociedade, com carinho e respeito das vítimas, mas sem empoderar os covardes com a visibilidade que eles querem. Assim eles voltam para o esgoto de onde não deviam sair.


