Enfermeiros mais experientes de Mogi e região relatam ocorrências mais impactantes
Por Will Siqueira / Foto: Bruno Arib
Em referência aos dez anos do Samu 192 Regional Mogi das Cruzes, completados em 2021, a GAZETA preparou uma reportagem especial, dividida em duas partes, com os colaboradores mais antigos da unidade.
A primeira entrevista foi realizada com o enfermeiro assistencial José Luiz Pezzuol, 53 anos, que já atua no serviço pré-hospitalar há quase 35 anos e está no Samu, em Mogi das Cruzes, desde a sua instalação.
“Nesses anos todos, houve uma evolução muito grande, muito pertinente do serviço, uma melhora do nosso atendimento pré-hospitalar; a gente consegue atender de uma maneira muito mais segura o nosso paciente”, enfatiza o experiente enfermeiro.
E em meio aos muitos socorros que ele e toda equipe do Samu 192 Regional Mogi das Cruzes já prestaram nas cidades do Alto Tietê (o qual atende Mogi e mais cinco municípios da região), é evidente que houve ocorrências que marcaram suas vidas – seja pelo grau de dificuldade, pela emoção de um salvamento etc. No caso dele, especificamente, o atendimento do qual participou e jamais esquece está relacionado a uma moça de Arujá.
“Um dos casos mais marcantes que a gente teve no Samu Regional de Mogi foi o caso de uma moça de 18 anos, que, durante o trabalho dela, numa empresa de fazer ração para cachorro, acabou tendo o braço preso numa máquina e, infelizmente, nessa hora, houve uma amputação traumática do seu braço em dois locais”, descreve.
De acordo com o enfermeiro, ele e seus colegas a socorreram realizando um verdadeiro trabalho de equipe. “Fizemos um trabalho todo estruturado, com o Águia, da Polícia Militar, o Samu e o Hospital das Clínicas de São Paulo, onde conseguimos a estabilização dessa moça aqui no Samu e a levamos para o hospital.”
Já no Hospital das Clínicas, os médicos, com toda a equipe já preparada, conseguiram fazer o reimplante do seu braço, segundo Pezzuol:
“Isso marcou muito, a gente conseguiu trabalhar com uma equipe muito boa no Samu, que foi de suma importância para viabilização desse salvamento, e, hoje, essa moça está viva, com a família dela, produzindo e se sentindo alguém útil para o trabalho.”



