Independentemente das paixões políticas, a figura de Donald Trump carrega lições valiosas para o mundo dos negócios — sobretudo quando analisamos sua postura ousada, autoconfiança inabalável e apetite por protagonismo. Para o empreendedor, esses traços não devem ser copiados cegamente, mas sim refletidos com inteligência estratégica.
Trump entende a importância da narrativa. Ele se posiciona como marca, não apenas como pessoa. Isso ensina ao empreendedor que não basta ter um bom produto: é preciso construir presença, gerar impacto e dominar a comunicação. No mercado competitivo de hoje, visibilidade e autenticidade são ativos tão valiosos quanto capital.
Outra lição vem de sua resiliência. Trump já enfrentou falências, escândalos e derrotas políticas, mas segue se reinventando. Essa capacidade de enfrentar a adversidade com postura firme e discurso alinhado reforça a importância de não se deixar abater pelos tropeços — algo essencial a quem empreende num país como o Brasil.
Trump também nos mostra o valor do posicionamento. Concorde-se ou não com suas ideias, ele sabe ocupar espaço, polarizar e manter-se no centro do debate. Para o empreendedor, isso significa entender seu diferencial, defender sua proposta com clareza e não ter medo de desagradar a todos.
Contudo, há alertas importantes. A autoconfiança de Trump, quando não equilibrada por escuta e humildade, beira o risco da arrogância. Para o empreendedor, a lição está em usar a coragem e o marketing pessoal como ferramentas de crescimento — mas sem desconectar-se da realidade, da equipe e do cliente.
Em resumo, Trump ensina que postura importa. Que comunicar-se com força, manter-se resiliente e assumir riscos pode ser um diferencial competitivo. Mas lembra também que o excesso de ego pode transformar liderança em isolamento. E essa, talvez, seja a maior lição: o verdadeiro poder do empreendedor está em equilibrar protagonismo com propósito.






