domingo, 22 fev, 2026

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O novo Japão

Neste artigo, o colunista de economia da GAZETA fala sobre as mudanças na balança comercial mundial
Josué Coimbra

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China, segunda maior população mundial, recentemente perdeu a liderança para a Índia, que é o país mais populoso atualmente.

A China cresceu muito após os anos 90, em função do apoio dos Estados Unidos.

Até aquele momento a China era um país agrário e subdesenvolvido, que fabricava produtos de segunda linha para o mundo.

Após o massivo aporte norte-americano eles começaram a investir em tecnologia e educação.

Tendo dominado diversos mercados, a meta agora é se firmar como potência bélica, econômica e principalmente, fazer oposição não somente aos Estados Unidos, mas ao modelo ocidental.

Origem

A média de crescimento chinês para 2024 esperada era de 5%, agora as principais casas de analise já estão pensando algo em torno de 4,5%.

Atualmente temos taxas de crescimento lento, desemprego recorde, principalmente entre os mais jovens, baixo investimento estrangeiro, exportações e moeda fracas e, para piorar, um setor imobiliário em crise.

A grande aposta era que no pós-crise de 2020, as famílias voltariam a consumir, mas a expectativa não se concretizou.

Essa atitude do povo chinês fez com que o mercado, de uma maneira geral, perdesse fôlego.

O Governo tem feito pressão para que o país cresça novamente, mas não tem dado certo.

Pandemia

No pós-pandemia, muitos países resolveram retomar projetos fabris, para evitar ficar nas mãos de outros países, caso ocorresse uma nova crise da mesma proporção.

Desta forma, muitas fábricas saíram de lá em busca de outras nações. Os principais motivos são dois: a China, de certa forma, perdeu um pouco da confiança de alguns governos que optaram por se reindustrializar. Ou, em outros casos, mandaram as fábricas para países amigos.

Outra questão, o dinheiro que circulava pelo mundo com certa tranquilidade passou a se tornar mais escasso, com isso menos investimentos de risco em outros países se tornou questão de ordem nas mesas.

Índia

Se a China está colapsando, a Índia não para de crescer. Hoje, a mesma ocupa a quinta posição mundial.

Porém, será preciso que alguns ajustes ocorram, principalmente em sua cultura. Ela precisa se adequar ao nosso modelo, pois a questão das castas hoje é um grande impeditivo para o seu crescimento.

Existe um detalhe que faz diferença nesse tabuleiro. Enquanto a China faz severa oposição ao ocidente, a Índia parece ser mais alinhada com nosso modo de vida.

É importante para a hegemonia ocidental ter um contraponto? Sim, mas ele precisa ser aliado ou, no mínimo, simpatizante.

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13 Avaliações
  • Ulisses says:

    Grandes pontuações, importantes em sua matéria, parabéns Josué.

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  • Pedro Paulo says:

    Gostei do texto, bem explicativo e direito.

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  • Andrea Marx says:

    Assisti seu vídeo, gostei bastante. Você fala com clareza, firmeza e mostra que entende do assunto. Ao ler seu artigo, gostei mais ainda Parabéns a Gazeta por nos presentear com esse colaborador econômico.

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  • Helena Augusta says:

    Ótima escrita!

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  • Dora Diniz says:

    Bom artigo, parabéns

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  • Adão Silva says:

    Seus textos são bons, sempre venho aqui ler

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  • André Domingos says:

    Que top man!
    Muito daora.

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  • Paula Juren says:

    Estou gostando muito do seu trabalho

    Responder
  • Aline Sampaio says:

    Parabéns a Gazeta

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  • Ju says:

    Escreva mais, tenho gostado do seu trabalho

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  • Jeferson says:

    Muito legal essa sua visão de mercado.

    Parabéns

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