Mesmo com a desaceleração registrada em maio, o Alto Tietê mantém uma posição de destaque na geração de empregos formais em São Paulo. A presença constante de Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba entre os 50 maiores saldos do Estado mostra que, quando há planejamento e continuidade de políticas públicas, os resultados aparecem.
O Brasil atravessa um momento delicado. As dificuldades fiscais e as incertezas econômicas exigem cautela, mas o desemprego vem caindo de forma consistente — um sinal de que há espaço para recuperação, mesmo em meio a restrições. O Alto Tietê pode e deve se alinhar a esse movimento, aproveitando seus ativos regionais com mais inteligência.
Cidades como Mogi, Itaquá, Suzano e Ferraz de Vasconcelos provam que é possível crescer mesmo em ciclos mais lentos. O desafio agora é ampliar esse fôlego para os demais municípios. Salesópolis, por exemplo, embora limitada por restrições ambientais, tenta apostar em vocações sustentáveis como o ecoturismo e a agroecologia. Já Santa Isabel, com localização estratégica, precisa sair da estagnação e construir políticas mais assertivas de geração de emprego e renda.
O desenvolvimento regional não pode depender apenas de dois ou três protagonistas. A região tem mão de obra disponível, malha viária consolidada e acesso a grandes centros. Falta transformar essas condições em um projeto coletivo, que una os municípios em torno de metas comuns. O cenário é desafiador, mas o potencial é maior.



