Nesta semana, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protagonizou uma das cenas mais marcantes do ano no Congresso Nacional. Ao ocupar simbolicamente a cadeira da presidência da Câmara e liderar dois dias de obstrução legislativa, ele pediu anistia ampla aos presos do 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado — pautas que mobilizaram mais de cem parlamentares de diversos partidos. “Hoje nós ganhamos o Congresso”, disse em vídeo, comemorando o que chamou de “vitória histórica”.
Independentemente de onde você esteja no espectro político, o episódio escancara uma verdade: há milhões de brasileiros inconformados, que não se sentem representados e que buscam uma mudança real nas estruturas de poder. A ocupação simbólica da cadeira do presidente da Câmara representa esse desejo de protagonismo — de não apenas assistir à história, mas escrevê-la. E é nesse ponto que o empreendedorismo entra como ato político.
Enquanto políticos tentam ocupar cadeiras de poder, o empreendedor ocupa um espaço mais árduo: o do mercado. Ele não depende de emendas, mas de ideias. Não tem imunidade parlamentar, mas resiliência. Ele não pede anistia — ele paga impostos, enfrenta a burocracia e ainda gera empregos.
Empreender no Brasil é resistir. É mudar a realidade sem esperar permissão do Estado. É, sim, um ato político — não de palanque, mas de transformação concreta.
Se queremos um país mais livre, justo e próspero, talvez o caminho não seja apenas ganhar o Congresso, mas conquistar independência através da criatividade, do risco e da geração de valor. Porque quem empreende ocupa, todos os dias, o verdadeiro lugar de mudança: o da ação.


