sábado, 21 fev, 2026

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Não tenhamos medo da morte

Mesmo sendo o maior elo da vida, o único inquebrantável, a morte custa a ser um assunto aceito na cultura ocidental
Da Redação

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Mesmo sendo o maior elo da vida, o único inquebrantável, a morte custa a ser um assunto aceito na cultura ocidental. Essa visão negativa, no entanto, acaba sendo injusta com o papel que ela desempenha enquanto fator decisivo até socialmente falando. É simples: a vida só faz sentido pela perspectiva de um fim.

Pensar em não ter mais por perto as pessoas queridas é, claro, doloroso, mas é importante lembrar que uma pessoa morre duas vezes, sendo a primeira delas fisicamente e a segunda quando ela é lembrada pela última vez.

Rememorar o legado dos mortos é também uma maneira de driblar o anjo derradeiro e mantê-los vivos de alguma forma. Isso se faz ainda mais fundamental num momento em que estamos perdendo tantas pessoas influentes como agora, não por serem mais importantes, mas pelo papel que elas desempenharam na construção da sociedade como conhecemos.

Cada vez que alguém botar os pés num campo de futebol, Pelé viverá mais um dia; cada vez que alguém se levantar diante das mazelas sociais, em defesa dos direitos humanos e dos marginalizados do Brasil, Marielle Franco viverá mais um dia; cada vez que uma mulher negra se colocar em frente a uma câmera e, de cabeça erguida, inspirar gerações, Glória Maria viverá mais um dia.

Morrer é um ato da vida, é o jeito perfeito que a natureza, deus, o diabo, ou o que quiser acreditar, encontrou para dar sentido à existência. Nos resta, portanto, viver, não temer a morte e honrar aqueles que, antes de ir, deixaram um Brasil e um mundo melhores do que encontraram.

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