“Se beber, não dirija”; “A mensagem espera, sua vida não”; “No trânsito, nenhuma pressa vale uma vida”. Essas são frases que fazem parte do nosso dia a dia, pois estão nas placas de rua, nos sites, nos outdoors, nos jornais e até na TV. Mesmo com tanta repetição, as vidas perdidas continuam aparecendo nas estatísticas. Só em setembro, o Alto Tietê registrou 19 mortes no trânsito, quase o dobro das dez registradas no mesmo período do ano anterior, segundo o Infosiga.SP, painel de dados do Detran-SP, divulgados na última semana.
Itaquaquecetuba concentrou o maior número de vítimas: cinco, todas motociclistas. Em setembro do ano passado haviam sido duas. Arujá, Mogi das Cruzes e Suzano tiveram três mortes cada. Em Arujá, duas das vítimas eram ciclistas, e o município não havia registrado mortes em agosto e em setembro de 2025. Ferraz de Vasconcelos e Poá contabilizaram duas mortes cada, e Guararema, uma. Biritiba Mirim, Salesópolis e Santa Isabel fecharam o mês sem mortes.
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Entre as 19 vítimas, sete eram motociclistas, cinco ocupavam automóveis, quatro eram ciclistas e três, pedestres. No acumulado do ano, os motociclistas também lideram: são 63 das 140 mortes registradas de janeiro a setembro, o equivalente a 45% do total.
Setembro teve menos acidentes do que agosto, 212 sinistros contra 251, mas a gravidade aumentou. Dos sinistros do mês, 17 tiveram vítimas fatais, o que representa 8%, ante 7,6% em agosto.
No acumulado de 2026, são 140 mortes, contra 129 no mesmo período do ano passado, alta de 8,5%. O aumento se concentra no terceiro trimestre: entre julho e setembro, foram 54 mortes, contra 44 um ano antes. O primeiro semestre ficou praticamente estável, com 86 mortes em 2026 e 85 em 2025. Considerando os últimos 12 meses, de outubro de 2025 a setembro de 2026, a região soma 192 mortes, contra 178 no período anterior. Mogi das Cruzes (56) e Itaquaquecetuba (49) respondem por mais da metade delas.