sábado, 21 fev, 2026

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Liderança e poder: o que Cuba ensina para empreendedores

Josué Coimbra

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A esquerda política, ao longo da história, se apresentou como defensora fervorosa da democracia, dos direitos civis e da liberdade dos povos. No entanto, essa narrativa esbarra em contradições profundas: muitos dos pensadores e líderes que moldaram o pensamento de esquerda defenderam e implementaram regimes autoritários — desde a teoria até a prática.

Joseph Weydemeyer, um nome pouco conhecido fora dos círculos acadêmicos, foi o primeiro a cunhar o termo “ditadura do proletariado”. A expressão, longe de ser uma metáfora, foi levada a sério por Karl Marx e Friedrich Engels como uma fase necessária para construir uma sociedade comunista. Vladimir Lenin, décadas depois, transformou essa teoria em prática na Revolução Russa, suprimindo eleições livres e instaurando um rígido controle estatal.

O exemplo mais duradouro e ainda vivo dessa contradição é Cuba. Em 1959, Fidel Castro prometeu libertar o povo cubano da tirania de Fulgencio Batista, defendendo um novo tempo de liberdade e justiça. No entanto, ao assumir o poder, instalou uma ditadura que perdura até hoje, com forte repressão à liberdade de expressão, prisão de opositores e controle total sobre a vida econômica e social da população.

Assim como na União Soviética, em Cuba a promessa de liberdade se transformou em décadas de autoritarismo, pobreza e fuga em massa de talentos. O “povo” permaneceu no discurso, mas perdeu espaço na prática.

Enquanto isso, a sociedade civil, iludida por slogans de liberdade e igualdade, precisa estar sempre vigilante: não é o discurso que define um regime democrático, mas sim a prática contínua de garantir o pluralismo, a liberdade individual e a alternância no poder — princípios que regimes como o cubano sufocaram em nome de um projeto revolucionário.

O que o empreendedor pode aprender com isso? O poder — seja no Estado ou em uma empresa — é uma tentação constante. Muitos empreendedores, após conquistarem sucesso, passam a centralizar decisões, suprimem opiniões divergentes e começam a agir como donos absolutos da verdade.

O verdadeiro líder constrói um ambiente em que a autonomia, a criatividade e a responsabilidade florescem. Não governa com mão de ferro, mas com clareza de propósito, escuta ativa e respeito pelas pessoas que ajudam a construir o projeto.

A liberdade dentro de uma empresa — como na sociedade — não é fraqueza. É força. É o que garante crescimento duradouro, inovação e lucro.

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