Neste 7 de setembro, o Brasil celebra a independência conquistada em 1822, mas também encara dilemas que moldam seu futuro. O programa Gás do Povo, que promete levar botijões a 15,5 milhões de famílias, atende a uma necessidade real. Ainda assim, a oposição vê na medida um caráter eleitoreiro, sinal de como até políticas sociais de impacto acabam atravessadas pela disputa política.
No campo institucional, a discussão da anistia no Congresso anda de mãos dadas com o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Não se trata apenas de “pacificação nacional”, mas do destino político do ex-presidente e, por consequência, da eleição de 2026. É nesse jogo que se testam a resiliência das regras democráticas e a força das instituições.
Na economia, o saldo positivo da balança comercial, mesmo diante da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos, reafirma nossa capacidade de resistir a pressões externas. Há simbolismo nisso: foi justamente os EUA o primeiro país a reconhecer a independência brasileira, e hoje seguimos afirmando nossa soberania também pelo comércio.
Entre avanços e contradições, o Brasil vive o permanente desafio de equilibrar justiça social, estabilidade econômica e maturidade política. A democracia é imperfeita, mas ainda continua sendo o melhor caminho. Neste 7 de setembro, mais que celebrar o passado, é tempo de renovar o compromisso deste país com um futuro mais justo, soberano e verdadeiramente independente.




