sábado, 21 fev, 2026

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Escravas da fome

Neste artigo, o assunto é a violência doméstica e as formas de libertar as mulheres dessa prática
Josué Coimbra

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Independente do gênero, todos nós desejamos conforto e segurança.

Sonhamos com um trabalho que gostamos e nos entregue algum recurso para fazermos frente às nossas despesas.

Infelizmente para algumas não é assim.

Em uma conversa recente com o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego de Suzano, André Loducca, ele me chamou a atenção para algo sombrio, as mulheres que sofrem violência doméstica, que não podem se libertar de seu algoz, uma vez que estão atadas a eles por conta da questão econômica.

Existem dois fatores para a manutenção desse horror.

Falta informação

A desembargadora Adriana Ramos informou que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) tem um centro de apoio às vítimas de crimes, elas (mulheres) podem obter informações sobre os processos que estão tramitando e tirar dúvidas.

Porém, 90% das vítimas (mulheres) saem das audiências sem saber quais serão os trâmites daquele processo.

Financeiro

Ainda vivemos em um país machista, e os agressores, por insegurança emocional, machismo ou cultura, não permitem que suas companheiras possam se desenvolver economicamente, criando uma relação de dependência e não amorosa.

E como essas mulheres dependem financeiramente desses abjetos, elas não levam adiante uma denúncia de violência ou até mesmo a separação.

Hoje existe a Lei Maria da Penha, que trouxe luz onde havia medo e solidão, porém é preciso fazer mais.

Entender a questão financeira é dar início ao processo de liberdade dessas cativas.

Niterói, por exemplo, conta com um programa que tem oportunizado o recomeço.

Desde dezembro de 2021, cerca de 200 mulheres recebem um benefício de R$ 1.005,08 por mês. Ele foi criado na forma de decreto, e está focado em ajudar mulheres a romper esse ciclo. O benefício é pago por seis meses, prorrogáveis por mais seis.

Liberdade

Essas mulheres serão livres, quando conseguirmos fechar as feridas e romper com o passado. Aqui eu falo de terapia.

Concomitante a esse trabalho, é necessário capacitá-las, mostrando que as mesmas podem voltar ao mercado de trabalho.

Para isso acontecer, não precisamos esperar o Governo fazer tudo. Se você, amado leitor, tem uma empresa, contrate uma dessas vítimas, ela só precisa de uma chance.

Pense, tu será o agente causal do rompimento de um ciclo áspero. E você não vai querer perder a chance de mudar uma realidade!

Empregar, ensinar e mudar uma história também fazem parte do empreendedorismo.

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17 Avaliações
  • Sarah says:

    Essa é uma dor solitária e muito triste, ainda bem que está ficando no passado. As novas gerações estão mais conscientes e humanas

    Responder
  • Saulo says:

    Sempre é tempo de recomeçar.

    Responder
  • Luiz Yldefonso Pereira da Silva says:

    É um assunto muito importante no momento, pois são muitas as mulheres carentes de informação existente em nosso país. Em um momento como esse o fará muito bem.

    Responder
  • Geovanna Mello says:

    Qto mais informações sobre o tema melhor

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  • Sandra says:

    Belo trabalho, ajudando a mudar o mundo através de seu espaço político.

    Parabéns

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  • Isis says:

    Parabéns por seu texto, vamos avançar

    Responder
  • Marcelo Féo says:

    Parabéns Josué e a Gazeta Regional.

    Responder
  • Marcelo Féo says:

    Parabéns Josué pelo texto elucidativo e a Gazeta Regional.

    Responder
  • Marcellus Robles says:

    Sempre é bom lembrar das saídas para evitar as agressões…o Brasil precisa disso…informação…parabéns Josué…

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  • Valdirene Ferreira Nascimento says:

    É muito importante a divulgação desse direito e defesa
    da mulher , por q existe muitas mulheres q se enquadra nesse quesito mas não sabe como lidar com tais situações .

    Responder
  • Valdirene Ferreira Nascimento says:

    É muito importante a divulgação desse direito e defesa da mulher , pois existe muitas mulheres q se enquadra nesse quesito mas não sabe como lidar com tais situações

    Responder
  • Adriana Sampaio says:

    Ganhou uma leitora. Gostei do texto, cirúrgico.

    Responder

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