domingo, 22 fev, 2026

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Empresas, lucro e responsabilidade social: o que todo empreendedor precisa saber

Descubra por que o papel das empresas é gerar lucro, e como o empreendedor pode equilibrar responsabilidade social e resultados sustentáveis
Josué Coimbra

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Desde os anos 1990, o papel das empresas começou a se transformar de maneira significativa. Com a globalização e as reformas neoliberais, observou-se um movimento de aproximação das empresas com causas sociais, responsabilidade ambiental e diversidade. Hoje, é comum que processos seletivos incluam questionários detalhados sobre gênero, religião, orientação sexual e estilo de vida dos candidatos. Em muitos casos, parece que a empresa se apresenta como um agente de transformação social, preocupada com cada aspecto da vida de seus colaboradores.

No entanto, é fundamental lembrar que a função principal de uma empresa nunca foi, e não deve ser, promover mudanças sociais ou acolher pessoas. A razão de existir de qualquer negócio é gerar lucro e criar valor econômico. Toda a chamada “responsabilidade social” deve ser vista como uma consequência do funcionamento saudável da empresa, não como sua finalidade. Confundir os papéis pode levar a uma visão romântica do mercado, onde a empresa é vista como substituta do Estado ou como agente de engenharia social, o que não é realista nem sustentável.

Essa reflexão tem uma relevância direta para o empreendedor. Ao abrir ou gerir um negócio, o foco precisa estar na viabilidade econômica, na geração de valor e no atendimento ao mercado. Impactos sociais positivos podem, e devem, acontecer, mas não podem substituir o objetivo central de criar um negócio sólido. Um empreendedor consciente entende que transformar vidas é possível, mas isso acontece naturalmente quando sua empresa cumpre bem sua função econômica: entregar produtos ou serviços de qualidade e gerar resultados.

Além disso, essa visão evita armadilhas comuns do empreendedorismo moderno. Muitas startups, por exemplo, se perdem ao tentar abraçar causas sociais como principal propósito, esquecendo que sem lucro não há continuidade. Empresas sustentáveis equilibram ambos os lados: buscam a prosperidade econômica e, a partir dela, podem gerar impactos sociais reais e duradouros.

Em resumo, o empreendedor precisa compreender que a essência da empresa continua sendo econômica, mesmo em um mundo que valoriza cada vez mais posturas socialmente conscientes. A diferença está em usar essa consciência como instrumento de fortalecimento do negócio, não como substituto do seu objetivo principal. Entender isso é fundamental para quem deseja empreender com consciência e alcançar resultados sólidos e duradouros.

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