Hoje é comum encontrar o chamado “empresário militante”: aquele que levanta bandeiras de causas sociais, minorias e sustentabilidade, pregando um mundo melhor. No entanto, muitas vezes, essa preocupação não se traduz em impacto concreto no Brasil.
O problema começa na prática econômica: muitos não produzem localmente. Criticam a alta carga tributária, mas produzem em países onde a carga é menor, gerando emprego e desenvolvimento em outros lugares. A narrativa de “preocupação com o
próximo” contrasta com a falta de investimento e geração de empregos em território nacional.
Além disso, o portfólio desses empresários nem sempre entrega produtos de qualidade. O diferencial vendido é a narrativa de ser disruptivo ou revolucionário, e não um serviço ou produto que transforme vidas.
Militar por causas sociais é essencial, mas antes de cobrar mudanças externas, devemos refletir sobre nossas próprias práticas. Ter bons produtos e gerar impacto real são passos concretos que tornam a militância efetivamente transformadora.
Lição ao empreendedor
O verdadeiro impacto vem da ação, não apenas da
retórica. Um produto de qualidade, uma empresa que gera empregos e investimento local têm mais força do que qualquer discurso. Porque, antes de mudar o mundo, ou o Brasil, é preciso mudar sua rua primeiro.
Empreender é um ato político: cada decisão estratégica, cada investimento em inovação
e impacto social constrói oportunidades e transforma realidades. A coerência entre discurso e prática diferencia quem apenas fala de quem realmente muda vidas. Subir construindo sua própria escada é a verdadeira revolução silenciosa que transforma o país de dentro para fora.



