Na periferia de Itaquaquecetuba, áreas de lazer, esporte e incentivo social parecem não ter vez na gestão do prefeito Eduardo Boigues (PL). Na última semana, o vereador Cesar Diniz (PL), o Cesinha, denunciou a demolição da sede de um projeto social no bairro Caiubi, realizada pela prefeitura na última terça-feira (3).
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Segundo o parlamentar, o espaço foi construído a partir de 2020, com apoio da comunidade, comerciantes e empresários locais, transformando um terreno antes abandonado e marcado pela violência em um ponto de inclusão social.
De acordo com Cesinha, em 2021 houve a promessa do prefeito de apoiar e regularizar o projeto. No entanto, ele relata que no dia 27 de janeiro, fiscais da prefeitura notificaram o casal responsável pelo prédio, determinando que deixassem o local em 24 horas. Assustados, eles saíram. A alegação, segundo o vereador, era de que o local estava abandonado, o que não seria verdade. “O espaço só ficou temporariamente vazio depois dessa intimação e, dias depois, ocorreu a demolição”.
Morador do Caiubi há 32 anos, o operador de máquinas Manoel de Oliveira também denunciou a demolição e lamentou a perda de mais um espaço de lazer na região:
“Isso aqui servia muito para nós, para distrair a criançada, para evitar que eles fossem para o mundo do crime. A gente já não tem espaço de lazer, e o pouco que tem estão destruindo”.
Manoel também levou a equipe de reportagem da GAZETA a outros dois locais que, segundo ele, também foram retirados da população. Um deles fica no Jardim Carolina, ao lado da Escola Professor Clóvis da Silva Alves, onde antes era um campo de futebol.
“Disseram que a obra era estadual, depois, municipal, depois falaram outra coisa e não explicaram mais nada. Quem demoliu foi a prefeitura na gestão Boigues. Demoliram e enterraram tudo. Aqui era uma obra grande, um campo fora a fora onde todo mundo vinha jogar bola”.
O terceiro espaço citado fica próximo à Igreja Católica Cristo Redentor do Homem, onde também existia um campinho de futebol utilizado pela comunidade. Segundo Manoel, o local foi cercado e, posteriormente, tratado como área doada, sem clareza sobre o processo.
“Aqui era uma quadra, um espaço da hora, um campinho de várzea. Fecharam e falaram que virou doação à igreja. Você vai na secretaria e ninguém sabe explicar direito. A gente fica sem saber o que está acontecendo”.
Para o morador, a retirada desses espaços contribui diretamente para a vulnerabilidade social da região:
“Já vi muita gente se perder, morrer, porque não tem incentivo. Aqui, cada esquina tem marca de sangue. Por isso é importante ter espaço, ter oportunidade”.
A GAZETA questionou a Prefeitura de Itaquaquecetuba sobre o assunto, mas, até a publicação desta matéria, não tivemos retorno. O espaço segue aberto para manifestação e, caso haja posicionamento, o conteúdo será atualizado.
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Parabéns por ouvir o povo que nao tem voz a lutar pelas crianças porque devemos educar as crianças para nao punir os futuros adultos.
Agradeço atenção