Estamos com um aumento nos casos de influenza no Brasil, infelizmente. Além de afetar humanos, os animais também estão sendo vítimas da doença.
O Ministério da Agricultura e Pecuária agiu rapidamente e declarou emergência zoossanitária.
Atualmente, o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Exportamos 5 milhões de toneladas, gerando receitas de US$ 9,9 bilhões, segundo dados de 2024 apurados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Alguns parceiros, como China, União Europeia, África do Sul e Rússia, já suspenderam a compra do produto, entre outros países.
Segundo o Ministro Carlos Fávaro: “Acredito muito mais em pequenas variações. Pode haver um excesso de oferta por 10 a 15 dias, e aí vai se direcionando para outro lugar, retomando para algum país que flexibilizará seu protocolo. Portanto, acredito muito mais na estabilidade.”
A declaração reforça a ideia de que o mercado global de proteína animal tem capacidade de se ajustar rapidamente a choques pontuais. A menção a “pequenas variações” e à retomada via flexibilização de protocolos mostra que, apesar das suspensões temporárias, o setor é resiliente e possui rotas alternativas.
No entanto, essa crise, se não for bem coordenada, pode trazer tanto benefícios quanto prejuízos:
- Insegurança sanitária e desconfiança do consumidor
Mesmo que a influenza aviária não seja transmitida por carne cozida, o medo e a desinformação podem reduzir o consumo. Isso pode levar à queda na demanda interna, sacrifício de animais e aumento do desemprego no setor.
Para que uma nação cresça de forma independente, é essencial um mercado interno forte. Portanto, há uma oportunidade.
Segundo um relatório publicado pela FAO Food Outlook, em 2024, o Brasil era o sexto maior mercado mundial em consumo per capita de carne de frango. O líder era o Kuwait (79,9 kg per capita), seguido por EUA (59,9 kg), Malásia (54,1 kg) e Austrália (52,5 kg).
Com uma redução no preço da carne e um olhar mais atento do governo para o consumo doméstico, o momento pode ser favorável. Enquanto o Kuwait apresenta uma renda média anual de US$ 41.320, o Brasil registra apenas US$ 9.280, segundo o site Dados Mundiais. Isso mostra que ainda há grande espaço para expansão do consumo interno. Se o Brasil conseguir elevar a renda média, e reduzir a informalidade poderemos aumentar o consumo.
Lição ao empreendedor:
Crise é risco, mas também é espaço para crescer.




