Mogi das Cruzes é uma cidade histórica. Com 464 anos, carrega consigo a tradição de um povo trabalhador e resiliente. Mas, como em muitas cidades antigas, o crescimento urbano trouxe desafios — e o trânsito é, sem dúvida, um dos maiores deles. Os gargalos viários de Mogi atrasam a rotina de quem vive e trabalha aqui, limitam o desenvolvimento e comprometem a segurança de motoristas e pedestres. Não são problemas novos. Pelo contrário: são questões antigas, negligenciadas ao longo de décadas por sucessivas gestões que faltaram com ousadia.
É por isso que o Novo Sistema Viário apresentado pela prefeitura precisa ser mais que um bom projeto: precisa sair do papel. A proposta, parte do programa Integra Mogi, reorganiza o fluxo em uma das regiões mais críticas da cidade e aposta em três intervenções importantes: a construção da Via Parque 1, a nova organização do trânsito na área central e a ponte estaiada que promete modernizar a mobilidade urbana mogiana.
Mais do que resolver o problema da rotatória da Praça Kazuo Kimura, essas obras representam um passo essencial para o futuro. Melhorar o trânsito é garantir qualidade de vida, segurança e dignidade para quem vive aqui — e também para quem visita nossa cidade. Mogi precisa de coragem para encarar os próprios nós urbanos com seriedade e compromisso. Que não faltem vontade política e eficiência técnica para que as mudanças aconteçam. Afinal, quem ama Mogi, muda Mogi.


