sábado, 22 ago, 2026

Casas Bahia fecha 298 lojas e acende alerta para unidades do Alto Tietê

Sindicato afirma que nove lojas da rede seguem funcionando normalmente nas seis cidades, mas admite preocupação diante da reestruturação nacional
Eduarda Martins

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O fechamento de 298 lojas das Casas Bahia em todo o país acendeu um alerta para o Alto Tietê. Embora as nove unidades localizadas nas cidades de Mogi das Cruzes, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba e Suzano sigam funcionando normalmente, o Sindicato dos Empregados no Comércio responsável pelas cidades de Mogi das Cruzes e Suzano, afirma que existe preocupação com uma eventual nova etapa da reestruturação da varejista.

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A companhia entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. O processo de reestruturação levou ao fechamento de 298 lojas e ao desligamento de aproximadamente 1,9 mil trabalhadores. Nesta semana, porém, a Justiça do Trabalho suspendeu as demissões coletivas e determinou o restabelecimento dos contratos e benefícios dos funcionários atingidos, diante da ausência de negociação sindical prévia.

Em Mogi e Suzano, são cinco lojas, duas em Mogi e três em Suzano, já nas outras cidades, apenas uma unidade da loja em cada município. Segundo o advogado do Sindicato dos Empregados no Comércio, Eric Zaramelo, nenhuma delas foi fechada ou registrou demissão em massa até o momento.

Apesar disso, Zaramelo admite que o cenário gera preocupação. “A gente sente que sim, porque não sabe se a empresa vai resolver reestruturar mais uma vez”, afirmou. Segundo ele, caso as cinco unidades fossem atingidas, entre 120 e 150 empregos diretos poderiam ser afetados.

O sindicato procurou os gerentes das lojas da região e recebeu a informação de que não havia comunicado sobre encerramentos. Segundo Zaramelo, as unidades locais de Mogi das Cruzes e Suzano, apresentam bom volume de vendas, o que pode contribuir para sua manutenção.

Em cidades como Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Poá, o Sincomércio Alto Tietê também informou não ter recebido confirmação oficial de fechamento de unidades. A entidade, presidida por Valterli Martinez, acompanha o caso e avalia os possíveis reflexos para trabalhadores, fornecedores, prestadores de serviços e para a economia regional.

Já na base do Sindicato dos Comerciários de Guarulhos, que também abrange Arujá, Poá, Santa Isabel, Ferraz e Itaquaquecetuba, visitas a 17 unidades identificaram, até a última terça-feira (18), fechamento apenas da loja do Internacional Shopping, em Guarulhos, com cerca de 40 trabalhadores afetados.

Para o Sincomércio, o momento é de buscar informações oficiais e avaliar alternativas caso novos encerramentos ou cortes de funcionários sejam confirmados no Alto Tietê.

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